Fotos: ACOM Prefeitura de S.S Caí

O Município de São Sebastião do Caí decretou nessa sexta-feira,11, Situação de Emergência e encaminha ainda hoje ao governo federal a documentação para a homologação federal do decreto. No trecho que passa pela cidade o Rio Caí recua uma média de cinco centímetros por hora e permanece em cota de alerta para a Defesa Civil, tendo registrado nível de 8,68 metros às 14 horas deste sábado.

As famílias que tiveram de deixar suas casas durante a enchente do Rio Caí permanecem pelo menos até amanhã, domingo, abrigadas no ginásio municipal e no salão da Igreja Católica do bairro Rio Branco. Apesar do trabalho de limpeza das ruas alagadas pela cheia e do recolhimento do lixo produzido pelas inundações, a chuva que atinge a região adiou o retorno para o retorno dos desalojados para casa.

A prefeitura, o setor de Assistência Social e a Defesa Civil Municipal prestam o apoio necessário para às vítimas da enchente. “As famílias receberam kits de higiene, com máscaras e álcool gel, além de assistência de saúde e alimentação. Estamos inclusive reforçando as refeições entregues nos dois abrigos. Até ontem, sexta-feira, as famílias recebiam almoço e pão e leite para um lanche à noite e café da manhã. Vamos manter esse lanche, mas neste sábado e domingo entregaremos também refeições completas para a janta”, afirma o prefeito Clóvis Duarte. As cerca de 50 famílias alojadas nos dois abrigos organizados pela Prefeitura de São Sebastião do Caí receberam na manhã deste sábado, dia 11, além do suporte do Município, doações de pessoas de vários municípios que demonstram a solidariedade dos gaúchos.

 

Foto: ACOM Prefeitura de S.S.Caí

 

“Situação é difícil, mas vamos lutar e recomeçar”

Entre as famílias desabrigadas está a da moradora do bairro Navegantes Veleda Sarmento, 57 anos. “Estou aqui com minha filha grávida e três netos. Graças a Deus estamos recebendo um teto, mesmo que improvisado, e temos também o que comer”, disse dona Veleda ao retirar o almoço para sua família no ginásio do bairro Rio Branco. “Quero voltar para minha casa. A situação é difícil, mas vamos lutar e recomeçar. Essa é a nossa vida, vamos em frente”, completou ela. Já a dona de casa Michele Nogueira Knapp, 23 anos, está abrigada com o marido e dois filhos pequenos, de 1 e 6 anos, no salão da Igreja Católica do bairro. “A coisa não é fácil, mas a prefeitura está entregando a alimentação e também nos deu máscara e álcool gel para podermos ficar aqui até conseguirmos voltar para casa.”

 

 

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