Ana Maria, de 7 anos, adora montar a árvore com a família

A montagem da árvore com os ovos coloridos é um momento especial na casa dos Lorenzoni

Uma árvore seca decorada com cascas de ovos coloridos, flores e outros adornos. O símbolo cristão dos alemães para a Páscoa, chamada Osterbaum, já virou tradição na casa da família Lorenzoni, em Montenegro, que nesta quarentena se divertiu com a montagem especial e envolveu outras famílias da cidade.

Tudo iniciou quando Graziela Vieira Lorenzoni e Rafael Lorenzoni, junto com as filhas Ana Maria e Helena foram morar na Alemanha em 2014. “Nós fomos nos familiarizando com todas as tradições e lá é bem tradicional, as pessoas colocam a Osterbaum na janela, nos restaurantes tem. Quando a gente voltou, começamos a fazer aqui também”, relata Graziela.

A família toda entra na brincadeira e ajuda na montagem, mas apesar da distração há um significado em tudo isso. “Os galhos representam a morte de Cristo, as cores rosa, vermelho e azul, são o renascimento e a ressurreição. E as flores são a primavera no Hemisfério Norte”, explica Ana Maria, de apenas 7 anos. A pequena, além de entender o significado, é uma colaboradora ativa da montagem, e diz que adora esse momento.

Com a Osterbaum montada desde o início da quarentena, para Graziela, o principal é enfeitar com o que se tem em casa. “Como já faz uns quatro anos que montamos essa, a gente está juntando o que tem. A borboleta mesmo eu ganhei em outro arranjo de aniversário; a ideia não é comprar as coisas para fazer, a ideia é montar com o que tem”, fala.

Para contagiar a comunidade com o real sentido da Páscoa, Graziela resolveu lançar uma campanha em sua rede social, desafiando amigas a fazer a Osterbaum também. “Umas quinze pessoas já fizeram a árvore. Muitas me mandaram foto”, relata.

A tradição da família Lorenzoni agora está viva também em outras casas de montenegrinos, que nessa Páscoa terão um adorno a mais. “Para nos é divertido, achamos bonito. E como somos cristãos, é mais uma forma de preservar a ritualidade de Páscoa”, completa Graziela.

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