Marcos Griebeler afirma que funcionários terão seus direitos trabalhistas cumpridos, mas a quitação dos créditos pode demorar para ocorrer

A Hädrich anunciou o fim de suas atividades no último dia 6. A notícia vem sendo lamentada por muitos montenegrinos, principalmente por aqueles que trabalharam por décadas na fabricação da tradicional linha das Panelas da Vovó. O responsável pela contabilidade da indústria, Marcos Griebeler, diz que fatores como a entrada de produtos estrangeiros e a falta de recursos para investimentos na modernização da linha de produtos estão entre os motivos que determinaram o fechamento da Hädrich.

Conforme Marcos, a entrada de mercadorias, especialmente vindas da China, causou retração no mercado interno. Além disso, por se tratar de um produto durável, as pessoas não compram panelas de ferro com frequência. Griebeler afirma que a empresa fez o possível para evitar o fechamento, mas não houve outra saída. “O mercado não perdoa. Os sócios investiram tudo o que tinham, mas foi insuficiente”, comenta.

O contabilista, assim como vários outros munícipes, lamenta o ocorrido e destaca o valor histórico da empresa para Montenegro e seus habitantes. “Foram centenas de pessoas que trabalharam na indústria. A comunidade ganhou muito com ela. E uma empresa que iniciou em 1895, por Luiz Hädrich, faz parte do patrimônio social e cultural da cidade. Perder nunca é bom”, lastima.

Griebeler informa que o número de demissões é de cerca de 40 colaboradores, e não 30 como informado inicialmente. Segundo ele, os funcionários terão o Fundo de Garantia liberado e poderão encaminhar o seguro-desemprego. Em relação aos créditos, ou seja, ao acerto final com a empresa, será necessário aguardar pelo leilão de bens do proprietário da fábrica, o que não possui data definida para ocorrer. “Previmos que leilões de bens da empresa poderão levar de um a três anos, sem precisão”, conclui.

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