Temer e Moreira são suspeitos de receber propina da Odebrecht. Foto: O Globo/ Internet

A Força-tarefa da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro prendeu, no final da manhã desta quinta-feira, dia 21, Michel Temer, ex-presidente da República. Moreira Franco, ex-ministro de Minas e Energia, estava sendo procurado e foi detido por volta das 11h50min. Os mandados foram expedidos pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio.

Desde quarta-feira, dia 20, a Polícia Federal (PF) tentava rastrear e confirmar a localização de Temer, sem ter sucesso. Por isso, a operação prevista para as primeiras horas da manhã desta quinta-feira atrasou. Desde 1º de janeiro o emedebista não tem mais o foro privilegiado do cargo, por isso ação passou às mãos de Bretas. Temer é investigado por propina de cerca de R$ 14 milhões em projeto envolvendo a empreiteira Odebrecht. Ele foi preso de forma preventiva – sem prazo para liberdade provisória – em sua casa em São Paulo.

Entre outras investigações, Temer é um dos alvos da Lava Jato do Rio implicado em denúncias do delator José Antunes Sobrinho, dono da Engevix. O empresário disse à Polícia Federal que pagou R$ 1 milhão em propina, a pedido do coronel João Baptista Lima Filho (amigo de Temer), do ex-ministro Moreira Franco e com o conhecimento do presidente Michel Temer. A Engevix fechou um contrato em um projeto da usina de Angra 3. Ele ainda tem implicação no caso de beneficiamento de empresas no Porto de Santos quando da assinatura do Decreto dos Portos, novamente ao lado do coronel João Baptista Lima Filho. Ao todo Temer responde em 10 inquéritos, sendo protegido pela força do cargo.

*As informações e foto são do portal G1 e Jornal O Globo.

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