Em dias de neblina forte é preciso ter ainda mais paciência no trânsito e manter atenção redobrada para, assim, evitar acidentes que podem ser graves

SAIBA o que fazer para transitar em dias com baixa visibilidade e evitar colisões de trânsito

Conduzir veículos em dias com neblina pode se transformar em um verdadeiro desafio para os motoristas. Nesta época do ano os dias cinzas são comuns e por isso é preciso estar preparado para não enfrentar problemas. Dicas simples podem contribuir para a segurança do motorista e de terceiros.

Dirigir nas rodovias torna-se ainda mais complicado que nas zonas urbanas das cidades. Quem se deslocou pelas rodovias da região nessa terça-feira, 2, teve problemas até mesmo para enxergar as placas de trânsito. Na manhã de ontem, a reportagem do Jornal Ibiá percorreu parte das BRs-290, 448, 386, ERS-124 e RSC 287. O trajeto iniciou pela Avenida Assis Brasil, em Porto Alegre, às 7h. Já na Capital, a névoa branca dificultava enxergar com nitidez. Mas, tudo piorou ao ingressar na Freeway. Além do trecho difícil, normalmente já com excesso de veículos, a neblina parecia ter ficado mais densa naquele horário. Trafegar sem ir além dos 100 km/h, o limite permitido da via, parecia imprudência.

A luz alta deve ser evitada em dias de névoa,
pois dificulta ainda mais a visibilidade do condutor. Foto: reprodução internet

Mesmo priorizando a direção defensiva, por pouco não foi perdida a alça de acesso da 448. Mas o pior trecho foi o da 386, quase na divisa entre Nova Santa Rita e Montenegro. O perigo maior se apresentou em uma curva não muito acentuada, onde ficou impossível perceber até mesmo a presença de um caminhão.

Na 124 e na 287, já em Montenegro, as enormes placas indicando as lombadas eletrônicas ficaram, praticamente, invisíveis. Na 287, apenas a indicação da velocidade da caminhonete à frente, 52 km/h, acima do permitido, mas dentro da margem de tolerância, mostrava onde estava a pequena torre. No fim, ao chegar ao jornal, o trajeto levou 12 minutos acima do habitual.

Em situações como essa, a Polícia Rodoviária orienta os motoristas a pararem os veículos em postos ou no acostamento e aguardar até que a névoa se dissipe. Mas ao fazer isso, é preciso manter o pisca alerta ligado.

Quando houver condições para trafegar, o motorista não deve usar luz alta. Em contato com a neblina a luz se torna uma espécie de espelho, que irá refletir ainda mais a falta de visão. Além de manter o farol baixo, outra dica é acionar as luzes dianteiras e traseiras de neblina para sinalizar seu carro para o motorista que está atrás. Também é importante se orientar seguindo as faixas laterais das rodovias.

O gerente técnico do Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV) Renato Campestrini também indica aos condutores reduzir a velocidade, acionar o sistema de ventilação do veículo, para reduzir o embaçamento dos vidros, e aumentar a distância em relação ao veículo a frente.

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