A “1ª Batalha da Estação” contou com a participação de oito inscritos

Um dos cartões postais de Montenegro foi palco para a 1ª Batalha da Estação. O evento de Hip Hop trouxe à cidade representantes do movimento de municípios como Santa Maria, Santa Cruz do Sul e Bento Gonçalves. Conforme os organizadores, a ação tem o objetivo de desmistificar preconceitos e fomentar atividades envolvendo a cultura Hip Hop, na “Cidade das Artes”. A intenção é promover encontros anuais. Dessa vez, o local usado para difundir a arte da dança break foi o Espaço Braskem.

Fernando da Silva contou com a parceria de quatro amigos para tornar o evento possível

A 1ª Batalha da Estação foi idealizada por Fernando da Silva, de 23 anos. Há seis anos ele trocou a dança tradicionalista e o ballet para se dedicar ao break. Para realizar o evento, Fernando contou com o apoio dos amigos Elvis de Queiróz, 27, Maicon da Costa, 28, Vanessa Santos,21, e Vinícius Manzon, 30. Fernando e Vanessa moram em Montenegro, mas com frequência participam de batalhas de Hip Hop em outras regiões do Rio Grande do Sul. Quando pensou em promover a atividade no município, Fernando pediu apoio para os outros três amigos. “Nunca tivemos um evento nesse estilo, mais voltado a dança”, comenta o montenegrino.

Vinícius veio de longe para auxiliar na organização e também compor a equipe de jurados das batalhas. Ele mora em Santa Maria, mas sempre que pode viaja pelo Estado para prestigiar esse tipo de atividade. Elvis veio de Bento Gonçalves e ficou satisfeito em ver o interesse dos montenegrinos pelo estilo de dança que ele escolheu praticar. “Hoje, uma galera que não é ligada na cultura Hip Hop passou por aqui e ficou olhando o que estávamos fazendo. Despertamos a curiosidade deles”.

Além de estimular os jovens a fazer algo saudável, o grupo também tem a intenção de romper a barreira do preconceito sobre o estilo Hip Hop. “A maior parte das críticas que são feitas pela galera se dá por falta de informação sobre a nossa cultura. A batalha serve para incentivar o pessoal a continuar dançando”, afirma Vinícius.

A taxa de inscrição paga para participar das batalhas foi de R$20,00. Ao todo, oito jovens deram o melhor de si para conseguir chegar à final do concurso, onde restou apenas um contra um. Já o público, para assistir às apresentações, só precisou doar um quilo de alimento não perecível.

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