Foto: reprodução da live de abertura

Assim como no poema “O Gondoleiro do Amor”, do poeta que dá nome ao evento, a noite escolhida para a abertura da 10ª edição do “Castro Alves, Rua da Poesia” não teve luar, mas teve arte e emoção. Mais uma vez em formato digital, a iniciativa contou com diversos convidados e trouxe para reflexão temas como o centenário da Semana de Arte Moderna de 1922, o bicentenário da Independência do Brasil e Direitos Humanos. Além de destacar o reconhecimento e a valorização dos povos originários do Brasil.

O início das atividades ocorreu a meia-noite deste sábado, 12. Com chuva, o ato simbólico de abertura ocorreu dentro de casa. Maria Izabel Vargas da Silva, uma das organizadoras, ao lado de parceiros da iniciativa “oficializou” o começo de mais uma edição.

O “Castro Alves, Rua da Poesia” surgiu no ano de 2012 de um anseio, de um grupo de amigos, por proclamar gostos e reivindicar direitos relacionados a arte e a cultura. “Nasceu também por que acreditamos que a poesia é algo que jaz no coração de todas as pessoas. Todas as pessoas, em algum momento, já se encantaram com a poesia”, explica Maria Izabel.

Após a live de abertura, convidados puderam expressar suas emoções através de declamações de poemas do patrono do evento. Luiz Heron da Silva declarou seu carinho por Montenegro, antes de “encher o peito de amor” para recitar  a poesia “O Gondoleiro do Amor”.

Emoção também não faltou à Maria Lucimar durante suas participações. Em especial, ao ler o poema “Permanentemente”, as lágrimas guiaram o tom da fala da convidada.

O grupo Renascença Cia de Teatro também esteve presente, de forma virtual através do youtube, com a apresentação da esquete experimental “Na contramão”, inspirada na música “Construção”, de Chico Buarque de Holanda.

Ao longo deste sábado, a página no Facebook irá veicular vídeos e transmissões ao vivo com artistas, professores e poetas, promovendo momentos culturais e discussões sobre temáticas atuais.

Nas edições que aconteceram de forma presencial, as atividades literárias foram realizado na rua Castro Alves, no bairro Ferroviário, onde a participação da comunidade sempre foi grande. Agora, mesmo no formato virtual, o objetivo é manter a interação com o público e promover a troca de conhecimento e a valorização da literatura, explica Maria Izabel.

Deixe seu comentário