Dá medo cruzar a precária ponte, que já foi denunciada em outra reportagem do Ibiá

Parou! Prefeitura começou manutenção, mas contrato que cede máquinas do Estado encerrou

Da série de reportagens que a editoria de Interior fará em relação às estradas que cortam Montenegro, desta vez o Ibiá visitou a comunidade Morro Montenegro. São 8,3 quilômetros de chão batido que ligam a Estrada Antônio Ignácio de Oliveira Filho, no Zootecnia, com a Estrada Marcílio de Souza Carpes (acesso ao Potreiro Grande); pela qual é escoada farta produção agrícola, inclusive do Assentamento 22 de Novembro.

Estreita, esburacada, vegetação avançando e atoleiros nas margens da estrada

A comunidade é uma região histórica, pois aquele monte deu origem ao nome da cidade, sendo que era avistado por tropeiros que cruzavam o Rio Caí pelo “Passo do Monte Negro”. Além de produtores de peixes, hortaliças, pepino, lenha e gado leiteiro; muitos cidadãos moram em pequenas propriedades. Dificuldade também para o transporte escolar, que roda quatro vezes ao dia.

A estrada é um verdadeiro rally, com buracos nas laterais que viraram desníveis propícios para atolar ou até tombar um caminhão. “Não tem mais nenhum buraco aqui. Por falta de espaço para ter mais”, brincou um agricultor, mas que preferiu não ver seu nome publicado. Ele acredita que há mais de um ano não passa a patrola; e quando é feita manutenção, não é acrescentada brita que evita erosão e barro.

Com produção diária de 500 litros de leite, todos os dias ele ouve queixas do motorista do caminhão a respeito das condições que enfrenta. Mas o morador salienta que a Prefeitura é muito competente no apoio à atividade quando precisa de horas-máquina na propriedade. Além disso, teria sido informado que a defasagem na patrolagem é porque as máquinas estão em manutenção.

Iluminação também é problema
Somente passando de carro é possível sentir na pele o efeito de “campo minado” da

Única luminária no trecho, há 100 metros da casa de Terezinha, não tem condições de uso

estrada, onde alguns buracos engolem uma roda inteira. Mas não é somente isso, pois durante a reportagem a agricultora Terezinha Rosa de Moraes veio pedir ajuda. Há quatro anos a idosa, de 70, pede que um ponto de iluminação seja instalado no poste de rede elétrica em frente à sua casa.

E a queixa não é de graça, pois ao todo são quase dois quilômetros no escuro, onde que a única lâmpada está seriamente danificada. “Quero saber por que aqui nesta rua não pode ter? Estamos pagando dois reais ao mês de iluminação pública”, declara a última moradora da área do assentamento. Para sua segurança, a idosa pensa em puxar uma extensão da casa e colocar iluminação na sua entrada.

Por segurança para toda a comunidade, há quatro anos Terezinha pede luminária naquele poste

Estado ainda não renovou o contrato
A perturbação quanto à manutenção da Estrada do Morro Montenegro foi levantada pela vereadora Josi Paz (PSB), questionando o porquê de a Prefeitura ter parado o serviço iniciado em novembro através de acordo de cooperação com o Governo Estadual. Nele, o Estado sedia o maquinário e o Município colocava seus servidores a trabalhar.

Buracos têm tamanho suficiente para quebrar uma roda de carro

Através da assessoria de comunicação e por e-mail, o secretário Municipal de Desenvolvimento Rural, Estevão Carpes de Oliveira, informou que a previsão é retornar aos trabalhos ainda neste mês de abril. Eles foram suspensos enquanto aguarda-se o Estado renovar a cedência do maquinário. A secretária enviou relatório de atividades realizadas, mas, até o momento, o Governo não sinalizou a renovação do contrato. “As duas máquinas, um caminhão e uma retroescavadeira estão no pátio da Secretaria de Serviços Urbanos. No caminhão está sendo feita manutenção preventiva”, diz a nota.

Deixe seu comentário