Fonte: SSP/RS

Pelo terceiro ano seguido, o Rio Grande do Sul alcança novo recorde na redução de homicídios, com a menor taxa de vítimas para cada 100 mil habitantes desde 2010. Os dados divulgados nesta quinta-feira, 13, pela secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP/RS) mostram que 2018, quando o Estado teve 2.368 mortes por assassinato, a taxa foi de 20,9 óbitos a cada 100 mil moradores – um ano antes, os gaúchos amargaram o pior cenário já vivenciado, com taxa de 26,4. O número de vítimas de homicídios voltou, pela primeira vez desde 2011, a ficar abaixo de 2 mil, e a taxa por 100 mil habitantes caiu para 16,1. Em 2020, baixou para 15,8 e, no ano passado, fechou em 13,6 – bem próximo da marca estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) como situação de normalidade em grandes ocupações urbanas, de 10 homicídios para cada 100 mil residentes. 

Além de Alvorada, que liderou o ranking da redução de homicídios na comparação com 2020, outras sete das 23 cidades priorizadas pelo programa RS Seguro ocupam posições na lista das 10 maiores quedas nesse indicador. Entre 2020 e 2021, o número de assassinatos caiu de 1.811 para 1.561, uma retração de 13,8%. E dos 250 homicídios a menos, 159 foram reduzidos no conjunto dos 23 municípios.

Com cerca de 80% dos homicídios do Estado relacionados a disputas entre organizações criminosas, em especial às ligadas ao tráfico de drogas, a busca pela descapitalização desses bandos, o rompimento de suas cadeias hierárquicas e a crescente responsabilização não apenas de executores, mas também daqueles que ordenam assassinatos, compõem a linha de ação que colabora para a queda contínua no índice de homicídios.

Em 2021, apenas na Grande Porto Alegre, o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil realizou a prisão de mais de 1,5 mil suspeitos de envolvimento em mortes. E o fortalecimento do serviço de inteligência focado nessa área possibilitou a prisão de chefes de quadrilhas do tráfico mesmo que escondidos fora do Estado e até no Exterior. O elevado índice de resolução das investigações, com apontamento de autoria em 76% dos inquéritos de homicídio remetidos ao Ministério Público, também colabora retirar das ruas criminosos perigos e ainda tem efeito pedagógico para inibir crimes em potencial.

Também impulsiona essa estratégia a continuidade no isolamento de líderes de organizações criminosas em penitenciárias federais fora do Estado. Entre 2020 e 2021, três edições da Operação Império da Lei, em um trabalho integrado de todas as forças de segurança do RS com o Ministério Público e o Poder Judiciário, nas esferas estaduais e federal, além de forças federais, transferiram 34 criminosos com posição de mando em suas quadrilhas para estabelecimentos penais fora do território gaúcho.

Com queda de 13% em 2021, latrocínios ficam no menor patamar da série histórica 

Ainda no âmbito dos crimes contra a vida, os roubos com morte também sofreram redução no ano passado na comparação com 2020. Numa queda de 13%, o número de casos passou de 69 para 60, o menor total desde que teve início a série de contabilização em 2002.

Na comparação com 2018, quando houve 91 registros de latrocínio, a retração chega a 34,1%. Frente ao pior momento já vivido no Rio Grande do Sul, no ano de 2016, quando 169 assaltos terminaram em perdas de vida, o dado atual representa uma queda de 64,5%.

Entre os fatores que contribuem para o resultado, as autoridades apontam a alta resolutividade desse tipo crime, com rápida identificação e prisão dos autores em mais de 80% dos casos, além do acompanhamento sistemático e detalhado de cada uma das ocorrências pela GESeg, que permite executar as ações de resposta dentro do Programa RS Seguro. 

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