Hospital Montenegro atende vários municípios da região e conta somente com verbas públicas

Recursos. Após três meses de atraso, governo estadual anuncia repasse de R$ 4,7 milhões para a instituição de saúde

Depois de muita pressão, o Governo do Estado anunciou um repasse de R$ 176 milhões a hospitais que atendem pelo Sistema Único de Saúde, entre eles, o Hospital Montenegro (HM), que recebeu R$ 4,7 milhões. O valor é referente aos serviços prestados nos três últimos meses do ano passado.

Para se manter, a instituição conta com 55% de verba do Estado, 45% da União, além dos convênios com as prefeituras. O diretor administrativo do HM, Carlos Batista da Silveira, explica que, com esses repasses, será possível quitar todas as despesas em atraso. “O governo estadual pagou os 68% que devia do mês de outubro e o que faltava de novembro e dezembro, cumprindo com o contrato”, destaca Batista, ressaltando a importância dos pagamentos em dia para dar continuidade aos serviços oferecidos pelo hospital.

No ano passado, devido aos atrasos nos reembolsos, o HM chegou a reduzir o número de atendimentos, o que o diretor torce para que não aconteça novamente, já que há um contrato de prestação de serviços. “Esse dinheiro não é novo, é somente parte de um acordo, onde o Estado cumpre com seu papel para que nós possamos desenvolver uma série de obrigações que fazem parte do plano de metas”, salienta Silveira, referindo-se às consultas, cirurgias, internações, entre outras demandas da instituição.

Silveira destaca a importância do pagamento dos repasses em dia

Diante da situação que se estabelece agora, o diretor comenta sobre a importância de uma boa gestão para saber lidar com os impasses financeiros. “A União nos permite um certo equilíbrio no meio do mês e se, no final, não entra a verba estadual, a gente vai se virando com o que entra das prefeituras” esclarece. “Por se tratar de recurso público, sempre buscamos dar visibilidade para que a população perceba no que está sendo gasto nosso orçamento, já que o foco é o atendimento do paciente”, complementa Batista, afirmando que cerca de 52% dos funcionários são da área assistencial, compreendida por enfermeiros, médicos e técnicos.

Dentre as várias demandas, algumas terão preferência na lista de pagamentos do Hospital, como um tubo de R$ 41 mil para colocar o aparelho de raio-x analógico em funcionamento. Atualmente, ele encontra-se com problemas. “Essa é apenas uma prioridade absoluta nesse momento, além de tantas outras”, comenta o diretor.

Quando questionado sobre as maiores despesas do HM, Carlos cita a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), por envolver tratamento com medicamentos caros e um conjunto importante de profissionais, o que acaba demandando um valor muito alto de manutenção. Outros setores que também exigem um número expressivo de investimentos são a emergência e a internação. “Por isso, a importância de que os órgãos envolvidos estejam em dia com seus débitos, assim como as prefeituras, para que possamos atender bem aos 14 municípios conveniados”, destaca o diretor. “Esperamos também que o governo do Estado continue cumprindo com sua parte, dando as condições necessárias que precisamos para atender as populações”, conclui Batista.

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