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Fruto de uma longa construção conjunta, neste início de 2021 nasce o primeiro curso de pós-graduação focado em educação para o trânsito no Rio Grande do Sul. Elaborado, produzido e ministrado pela Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs) e Escola Pública de Trânsito do DetranRS, a “Especialização em educação: cidadania e mobilidade” oferece 40 vagas e inicia em 3 de maio. As inscrições deverão ser realizadas de forma online até 19 de março através deste endereço eletrônico.

O curso, totalmente gratuito e 100% online, é destinado a egressos dos cursos de licenciatura, profissionais com formação em outros cursos superiores que atuem em secretarias de trânsito, coordenadorias municipais de mobilidade ou centros de formação de condutores (CFCs). Haverá reserva de no mínimo cinco vagas para servidores do DetranRS que tenham curso superior concluído e atendam aos quesitos do edital. Além disso, a formação está aberta a qualquer interessado. São 405 horas, com aulas às sextas-feiras (das 18h30min às 23h) e sábados (das 7h30min às 13h e das 14h às 19h), se estendendo até dezembro de 2022.

O processo de seleção ocorrerá em duas etapas. A primeira consiste na classificação dos inscritos, em ordem decrescente, da maior à menor pontuação obtida no Curriculum Vitae. A segunda, na análise da proposta da carta de intenções prevista no edital.

A diretora institucional do DetranRS, Diza Gonzaga, lembra que essa construção começou há muito tempo, fruto de uma necessidade tanto da escola como da universidade. “Além dos servidores e credenciados, precisamos oferecer oportunidades para a população gaúcha como um todo. Essa especialização é apenas um começo. Queremos construir parcerias também com outras universidades e instituições para garantirmos que a sociedade esteja envolvida e participando da construção de um trânsito mais humano e seguro onde a vida seja a prioridade de todos.”

De acordo com a professora da Uergs Jaqueline de Mattia, coordenadora da especialização, essa parceria é muito importante para a universidade e também para sociedade, na medida em que se discute, com todas as esferas do poder público, questões importantes referentes à cidadania e mobilidade. “Precisamos pensar e construir propostas que tornem as cidades educativas e o trânsito mais humanizado. Que professores e outros agentes possam juntos pensar e construir propostas que tenham a centralidade no ser humano e que as cidades passem a discutir o papel que cada um exerce, de modo a tornar os espaços coletivos mais seguros e inclusivos”, enfatiza.

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