Com a presença de familiares e amigos, a Igreja São José, em Pareci Novo, foi palco do 1º casamento coletivo celebrado pelo padre José Inácio Steffen, que oficializou a união de quatro casais parecienses. A celebração, realizada em alusão ao Dia dos Namorados, foi marcada por muita emoção, romantismo e, é claro, um pouco nervosismo na hora do tão esperado “sim”.

Responsável pela iniciativa, o pároco do município conta que a ideia surgiu a partir de algumas observações dentro da comunidade, onde notou que, apesar de alguns casais estarem vivendo juntos há bastante tempo, muitos não tiveram a oportunidade de receber o sacramento do matrimônio. “Nós tivemos noivos das mais diferentes situações, como por exemplo, pais de crianças, um casal que veio de outra denominação religiosa e viúvos”, disse Pe. Inácio. “O objetivo era aproveitar o mês dos namorados para oficializar a união desses casais”, completou.

Para o casal Ari Eloi Kich e Assunta Scheneder, o casamento é a realização de um sonho antigo

“O casamento é o amor de Deus colocado dentro do amor humano, dessa forma, o divino torna-se hóspede como garantia de que esse amor exista através do sacramento do matrimônio”, explica o sacerdote, destacando a significado do ritual religioso. “Na quarta-feira à noite, quando fizemos o ensaio, eles [os noivos] pareciam umas crianças e choraram de emoção ao contar como alguns se conheceram”, revelou o padre, que deseja felicidades aos casais.

A celebração ocorreu na manhã do último sábado, 15, e, entre os noivos, estava a aposentada Assunta Scheneder, 60, e o motorista Ari Eloi Kich, 63. Vivendo juntos há 30 anos, eles contam que a celebração foi a realização de um sonho antigo. “Eu sou a única filha que não tinha recebido o sacramento do matrimônio, por isso, meus pais sonhavam em me ver casando”, disse Assunta. “Infelizmente eles não estão mais vivos, mas estamos muito felizes em poder realizar esse desejo, mesmo depois de tanto tempo”, confessou.

Para Eloi, além da realização desse sonho, que passou a ser dele também, agora há o desejo de que mais casais também possam viver essa experiência, descrita por ele como “uma manhã inesquecível”. “Foi tudo muito especial, valeu a pena, e agora espero ter puxado a frente motivando com que mais pessoas se unam pelo divino sacramento”, disparou o pareciense. “A gente fica um pouco nervoso, mas é natural, faz parte do processo”, brincou o noivo.

Emocionados, Elisabeta da Silva e Osmar José Ribeiro
finalmente conseguiram oficializar sua união, após 18 anos juntos

Uma segunda chance ao coração
Olhares apaixonados, sorrisos e muita cumplicidade. Assim tem sido os 18 anos de união da aposentada vida Iara Elisabeta da Silva, 65, e do agricultor Osmar José Ribeiro, 70. Ambos viúvos e com filhos e netos, agora escrevem uma nova história de amor e há quase duas décadas dão uma nova chance ao coração. “Esse momento representa muito para nós dois e, partir de agora, poderemos nos confessar e fazer a comunhão”, comemora José, enquanto segurava a mão da noiva.

“Agora somos uma família só aos olhos de Deus. Eu com dois filhos e dois netos, e ele com as duas filhas, três netos e uma neta”, revela Iara. “Foi muito importante esse incentivo do padre que, com todo carinho, organizou tudo e nos proporcionou esse momento com as pessoas que mais amamos”, completou.

Com as filhas como damas de honra, o casal Leandro Krause e Marina
Maria Santos dos Santos realizaram, no matrimônio, um sonho em conjunto

Alegria tamanho família
Para o casal Leandro Kranse, 40, e Marina Maria Santos dos Santos, 39, o casamento não poderia ter sido melhor. Com as filhas Marina, 11, e Laura, 8, como damas de honra, os noivos entraram na igreja como manda o figurino; ela de vestindo branco com buquê de rosas vermelhas e ele, é claro, com flor na lapela. “Eu não pensava mais em casar”, revelou a noiva. “Nem se eu tivesse sonhado eu imaginaria que seria tão lindo assim. Tivemos nossas filhas como daminhas, foi incrível”, completou Marina.

Ao final da celebração, ainda na Igreja, casais e convidados foram presenteados com um coquetel feito especialmente a eles. Entre brindes e abraços, a emoção tomou conta de todos que, por um momento, pararam algumas horas do dia para celebrar o amor.

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