Operação Inoccentia busca combater a pedofilia. Foto: Polícia Civil / Twitter

INNOCENTIA. Bairros São Paulo e Panorama foram alvos da Polícia

A Delegacia de Proteção a Criança e ao Adolescente de Canoas (DPCA), deflagrou nessa quinta-feira, 30, mais uma fase da Operação Innocentia (Inocência), de caráter continuado, que visa combater os crimes no contexto da pedofilia. Desde o ano passado até agora, 27 pessoas foram presas. No dia 15 deste mês, um empresário de 41 anos, de Montenegro, foi preso e, conforme a Polícia, admitiu acessar conteúdos pornográficos envolvendo crianças e adolescentes.

A Operação possibilita que policiais civis investiguem possíveis suspeitos de pedofilia na região metropolitana. No semestre, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão em Canoas, Esteio, Porto Alegre e São Leopoldo e Montenegro.
Na cidade do Vale do Caí, as buscas ocorreram nos bairros Panorama e São Paulo. Neste último, um homem chegou a ser preso, mas já encontra-se em liberdade, aguardando o andamento das investigações. A operação recolheu cinco HDs com imagens suspeitas.

Conforme a Polícia Civil, através das investigações são identificados possíveis alvos que trocam, entre si, conteúdos já analisados e que comprovadamente tratam-se de material pornográfico, contendo cenas de sexo e de exibição envolvendo crianças e adolescentes. Posteriormente o Setor de Investigação da DPCA/Canoas trabalha, individualmente, cada um dos alvos. Obtendo o endereço de onde pode haver uma, ou mais pessoas, que acessam e compartilham esse tipo de conteúdo.

O delegado Pablo Rocha, da DPCA, enfatiza que a exploração da pornografia infantil é crime grave. A criança que é submetida aos atos de produção de material pornográfico é a vítima e, o consumo da pornografia estimula a prática de atos, como o estupro de vulneráveis. “O contexto criminoso da pedofilia é denso, e a atuação contra criminosos que, por exemplo, utilizam, armazenam ou trocam materiais de pornografia infantil é de certa forma preventiva, pois com a prisão do autor desse delito pode-se evitar que outros delitos ocorram”, corrobora o diretor da 2ª Delegacia Regional Metropolitana (Regional de Canoas) delegado Mario Souza.

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