No pátio da EMEF Dr Walter Belian, centenas de pais e alunos dividiram a expectativa

Cerca de 7 mil alunos retornaram para às 28 instituições de ensino espalhadas pela cidade e interior

A emoção, saudade e muitas novidades marcaram a volta às aulas na rede municipal de Montenegro. Nesta quinta-feira, 20, cerca de 7 mil alunos retornaram às atividades nas 28 instituições espalhadas pela cidade e interior, desde a Educação Infantil até os anos finais do Ensino Fundamental, conforme a secretaria municipal de Educação e Cultura (SMEC). Nas escolas, o clima era de muita expectativa para o ano letivo que se inicia.

Dinâmica da outra metade do coração ajudou a integrar alunos na Adolfo Schuler

A rotina começou cedo para muitas famílias montenegrinas. Com o retorno das aulas, chegou aquele momento especial em que pais e mães levaram os filhos para viver a experiência do primeiro dia de escola. Com algumas dúvidas e uma única certeza, a assistente administrativa Inês Laranjeira enfrentou a insegurança e acompanhou o filho mais novo até a EMEF Dr Walter Belian, onde ele passará boa parte do tempo a partir de agora. “Eu fico um pouco nervosa porque não sei muito bem como vai ser, mas acredito que ele irá viver momentos especiais aqui”, disse a mãe do pequeno Henrique, de apenas 4 anos. “Esse é o primeiro contato dele com esse ambiente, então a expectativa é de uma boa adaptação”, completou.

Próximo da escola, a movimentação foi intensa até o famoso toque do sino, que lembrou a hora de entrar para a sala de aula. No pátio da Walter Belian, centenas alunos acompanhados de seus pais e mães receberam as boas vindas da diretora da instituição, Deise Kochenborger, que destacou a responsabilidade da escola em mais um ano letivo.

“Sabemos que vocês ficam com os corações apertados por deixarem o bem mais precioso que possuem conosco, que são seus filhos e filhas, mas fiquem tranquilos porque temos uma equipe bem preparada para cuidar deles. Apesar da escola ter um grande número de alunos, prezamos pela particularidade de cada um”, enfatizou a diretora.

Para iniciar as atividades, os professores realizaram uma chamada oral. Enquanto as filas se formavam, reencontros e abraços tomaram conta dos alunos. Nos corredores, mochilas e lancheiras chamavam atenção pela diversidade, como a bolsa transparente em cor laranja neon da pequena Gabriela Portela de Oliveira, de 7 anos. Acompanhada do pai, o técnico de enfermagem Geovane Marques de Oliveira, ela contou o que mais gosta na escola, além do material escolar, é claro. “Eu amo o recreio porque a agente pode brincar”, enfatizou Gabriela.

Momento de acolhimento nas escolas
Na EMEF Adolfo Schuler, que atualmente recebe cerca de 250 alunos distribuídos em turmas do maternal ao 3º ano, a volta às aulas se transformou em momento de acolhimento. Enquanto algumas crianças do ensino infantil choravam sentindo a falta dos pais, em outra parte da instituição, uma turma do fundamental participava de uma divertida dinâmica de integração. Com diferentes cortes, cada aluno recebeu a figura de um coração cortado ao meio, e para completar o desenho, eles teriam que a achar a outra parte entre os colegas de classe.

Na escola EMEF Dona Clara Camarão, os pequenos fizeram um passeio pela instituição

“Depois de encontrar a metade da figura, a ideia é fazer com que eles possam interagir, conversar sobre a vida um do outro e se conhecer melhor, já que alguns estão vindo de outras escolas”, explica a professora da turma Patrícia Gisele Kerber.

Com alunos de 8 a 9 anos e diferentes experiências, a professora destaca a importância das dinâmicas de integração nesse primeiro dia de aula dos alunos. “Eles chegam aqui com uma ansiedade muito grande querendo saber quem é a ‘profe’, os colegas e os materiais novos, por exemplo, então é muito importante essa troca de informações e esse conato para que, assim, eles se sintam acolhidos”, justifica Patrícia.

No lado de fora da escola, as mães Adriana de Souza, Andressa Finger e Rosane Pilger, compartilhavam a experiência de deixar os filhos na escola depois no primeiro dia de aula. “O coração fica apertado, mas temos muita segurança de deixar as crianças aqui”, disse Adriana. “A relação da escola com a comunidade é fundamental para esse processo, já que entregamos nossos filhos nas mãos das professoras e assistentes, e aqui isso é muito forte”, destacou Andressa. Para Rosane, a experiência de volta às aulas começou dias atrás. “A ansiedade começou já nas compras dos materiais, foi uma loucura”, comentou.

Movimentação intensa no interior
No interior de Montenegro, o primeiro dia de aula do ano letivo 2020 também foi intenso. Na escola EMEF Dona Clara Camarão, que recebe estudantes de várias comunidades na localidade de Alfama, o momento foi de muita expectativa. A partir de agora, a instuição passa a contar com aulas em turno matutino e vespertino. “Essa é a grande novidade desse ano”, comenta a diretora da escola, Margane Salazar.

“A demanda aumentou, e agora também iremos trabalhar com duas turmas multiseriais, sendo uma com alunos do 4º e 5º ano durante a amanhã, e, a tarde, com estudantes de 1º, 2º e 3 º anos. Por isso, a nossa expectativa é que consigamos desempenhar um bom trabalho com os alunos”, salientou Margane.

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