Nos últimos preparativos, as professoras Valdicéia Haubenthal da Rosa e Letícia Silva da Rosa de Azevedo finalizam os painéis para apresentação dos projetos

O evento, que acontece na próxima sexta-feira, 28, conta com a apresentação de 13 trabalhos dos estudantes

Com a apresentação de 13 projetos e participação de todas as turmas, a Emei Santo Antônio realizará sua 3ª Feira de Iniciação Científica. Marcada para a próxima sexta-feira, 28, a atividade busca estimular o interesse pela ciência desde os primeiros anos escolares dos alunos, que já tiveram um dos trabalhos reconhecidos internacionalmente.

“Notamos que a cada ano a qualidade dos projetos vem superando as edições anteriores, o que é muito bom, pois mostra o desempenho e dedicação das professoras junto aos alunos”, comenta a vice-diretora da escola, Claudia Machado. “O objetivo é iniciar o trabalho já na Educação Infantil a partir da metodologia científica, com base na curiosidade e interesse dos pequenos estudantes”, completa Claudia, acrescentando que os estudantes são os verdadeiros protagonistas da aprendizagem.

Na feira, os projetos serão apresentados a partir do berçário I – com alunos de 4 meses a 1 ano – até as turmas finais dos jardins, com estudantes de 5 anos. Essas mesmas turmas passarão por avaliação onde um projeto será selecionado para a Feira Municipal de Iniciação Cientifica (Femic). Nas turmas de berçário e maternal, os professores terão a oportunidade de pesquisar os interesses dos alunos e, assim, apresentar o trabalho de forma lúdica.

A dedicação da escola para a Feira Científica já garantiu à instituição reconhecimento internacional, quando o projeto “Feijão: para quê?” foi selecionados a participar da National Mexican ExpoSciences (Feira Nacional Mexicana de Ciências), no ano passado. “Esse reconhecimento nos motiva muito, principalmente os professores que estão lidando diretamente com os projetos”, comenta Claudia. “Acho que de todas as edições, a deste ano será uma das melhores, com trabalhos mais amplos”, destaca.

Entre os trabalhos que farão parte da feira científica está o projeto “Como a água veio parar aqui?”, desenvolvido pela turma do maternal II, com alunos de 3 a 4 anos, sob o protagonismo da professora Valdicéia Haubenthal da Rosa. “Esse tema partiu das próprias crianças”, explica a professora. “Eles viram um ralo de banheiro sem a tampa e começaram a questionar como a água foi parar naquele lugar e, com isso, começamos a levantar algumas hipóteses”, esclarece.

Para iniciar o projeto, que está sendo desenvolvido desde o início do ano, a turma participou de diversas atividades, como palestras com profissionais da Corsan, aulas no laboratório de informática e assistiram vídeos que abordavam o tema. “Ao longo desses meses fomos levantando algumas informações para responder os questionamentos que eles [alunos] fizeram no decorrer do projeto”, ressalta a professora. “Eles entenderam tão bem, que já conseguem verbalizar, da forma deles, qual o percurso da água, de onde vem, por onde passa e para onda vai”, comemora Valdicéia.

Visite a feira
O quê? 3ª Feira de Iniciação Científica da EMEI Santo Antônio
Quando? Na próxima sexta-feira, 28
Que horas? Das 8h às 17h
Onde? Dependências da Emei Santo Antônio

Para conseguir entender como ocorre o fluxo da água, os pequenos
cientistas da escola montaram uma grande maquete em plena sala de aula

De onde vem essa farinha?
Outro trabalho que também participará da feira é o projeto “De onde vem essa farinha?”, coordenado pela professora Letícia Silva da Rosa de Azevedo, com alunos do jardim I, de idades entre 4 e 5 anos. “Quando a turma é um pouco mais velha, é difícil deles terem o mesmo interesse por um único assunto”, disse Letícia. “Assim, observamos que muitos deles gostavam de farinha, mas quando tinha aipim nas refeições eles rejeitavam, com isso, os alunos começaram a questionar qual a origem desse alimento que eles tanto consomem”, explica a professora.

A preparação da turma para a feira científica envolveu a visita de um extensionista da Emater à escola, que na oportunidade falou sobre a produção do aipim, contou também com palestra de uma nutricionista, uma oficina de produção de farinha nas dependências da escola, entre outras ações. “Conforme as atividades foram acontecendo, novas possibilidades foram surgindo, nos permitindo fazer um projeto mais completo”, acrescenta.

Desafios somados ao desejo de fazer ciência desde pequeno
Questionar é um dos principais caminhos para quem deseja se aventurar nas infinitas possibilidades do mundo científico, no entanto, além das observações e questionamentos, como explica a professora Valdicéia Haubenthal da Rosa, é preciso buscar respostas, o que acaba se tornando um grande desafio.

“Nessa idade tudo é muito abstrato e eles perdem o interesse muito fácil pelas coisas, o que nos exige mais cuidado e sensibilidade para compreender o que eles querem saber e como podemos encontrar essas respostas, partindo, é claro, de um bom referencial teórico”, revela a professora. “Trabalhar dessa forma com eles é novo para nós também e, apesar de ser desafiador, é muito gratificante”, disse. “O evento é aberto a toda comunidade que queira conhecer os projetos.”

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