Encarregada da limpeza, Solange Leal tem por foco as superfícies de toque da loja. Os expositores são limpos de quatro a cinco vezes por dia, com preocupação de que todos os cantinhos sejam devidamente higienizados

No Mombach, atenção à limpeza está redobrada, mas cliente também tem seu papel

O acesso a itens de alimentação, higiene e limpeza é indispensável, mesmo em tempos de pandemia. Todos precisam comprar nos mercados; e é justamente por isso que tanto empresas quanto clientes vêm mudando suas rotinas para garantir a segurança de todos.

Uma compra no Supermercado Mombach do bairro Timbaúva mostra bem isso. O cliente entra na loja e já higieniza as mãos com álcool 70%. E caso use o carrinho, este também é devidamente higienizado por alguém da empresa.
Lá dentro, a encarregada de limpeza, Solange Leal, está com bastante serviço. É a responsável por manter limpas todas as superfícies de toque. “Isso eu faço quatro, cinco vezes no dia”, conta ela, ao mostrar a higienização, com álcool, dos vidros e puxadores dos expositores de frios e congelados.

Em época de Páscoa, o cuidado é estendido para as tradicionais gôndolas de ovos, que costumam ser bastante tocados por clientes na busca por marcas e preços de sua preferência.

Todos os cestinhos são devidamente limpos e há uma preocupação especial com o setor do hortifruti, onde as frutas e legumes também ficam sujeitos ao toque e à possível contaminação. “A gente faz uma pré-higienização quando recebemos, o que já era feito antes. Mas como é alimento, não se pode passar sabão ou álcool, que estraga a fruta”, explica o diretor da empresa, José Francisco Mombach. “Então, a gente tem dado indicações para o pessoal limpar em casa.”

Esse relacionamento com o cliente nunca foi tão importante. Cartazes espalhados pela loja e também postados nas redes sociais lembram a clientela da importância dos cuidados e dão dicas: destacar só um membro da família para ir ao mercado, fazer lista para limitar as saídas de casa, respeitar a indicação de distância entre as pessoas, dentre outros.
Na loja, tanto caixas quantos o açougue e a padaria têm faixas, no chão, marcando o espaço necessário entre um e outro membro da fila. Todos os balcões também contam com higienizadores de mãos e a gerência acompanha de perto o fluxo de clientes. Ao sinal de aglomeração, as portas são fechadas e a entrada fica restrita a uma pessoa por vez.

O Mombach também optou por diminuir o horário de abertura das lojas, tirando os operadores de caixa das escalas para permitir que, com todos juntos, maior quantidade de caixas fique aberta, diminuindo o tempo do cliente no estabelecimento.

A cada venda, caixa e equipamentos são higienizados com álcool, limitando ainda mais as possibilidades de contágio. Todos os operadores usam máscaras; e os responsáveis pela reposição de produtos, luvas.

MAS ATENÇÃO!
Mesmo com os cuidados, a orientação das autoridades de saúde é que o cliente não leve as mãos ao rosto quando estiver fazendo suas compras. Ao chegar em casa, ele deve fazer a devida higienização delas e também das embalagens dos itens comprados.

É preciso cuidado para higienizar os itens, também ao chegar em casa.

Entrega e limite de compras são nova realidade

Os mercados têm autorização para limitar a quantidade de itens essenciais comprados por cada cliente, visando evitar desabastecimentos. É o que o Mombach acabou fazendo.

Após a corrida inicial aos mercados, no início do período de isolamento social, e com promoções em alguns produtos, a diretoria da empresa acabou optando pela alternativa. Leite, óleo de soja, papel higiênico, massa, farinha, açúcar, arroz, café, feijão e detergente líquido só podem ser comercializados até determinada quantidade. “Mas é uma quantidade boa. Temos doze litros de leite, por exemplo, que dá uma semana para uma casa com cinco pessoas”, pondera José Francisco.

Para encarar a pandemia, a empresa também criou um sistema de tele entregas via WhatsApp; e uma modalidade de drive thru, onde o cliente faz a compra pelo aplicativo de mensagens e marca um horário para retirar os itens na loja. Há ainda o horário preferencial para os grupos de risco à contaminação pela Covid-19 – uma obrigação prevista nos decretos estadual e municipal – das 8h às 9h, de segunda a sábado, e das 9h às 10h, aos domingos.

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