No canteiro de obras do terreno de 14 hectares da empresa, Arno Bendo mostra as bases onde serão instalados os silos do empreendimento

Catarinense, Bendo & Cia está construindo um centro de recebimento no Município

Estão a todo o vapor as obras da nova unidade da Bendo & Cia às margens da ERS-124, em Montenegro. Com sede na cidade de Turvo, em Santa Catarina, a indústria de arroz está construindo um centro de recebimento do grão por aqui, na localidade de Pesqueiro. O investimento é de cerca de R$ 10 milhões.

Segundo o proprietário, Arno Bendo, o objetivo da unidade é facilitar a logística dos produtores da região. “Num raio de 30 quilômetros de Montenegro, nós temos muitos clientes e eles que pediram para a gente colocar uma unidade de recebimento aqui”, explica o empresário. “Então, nós vamos centralizar as entregas para elas serem mais rápidas. Já que a safra dura dois, três meses, no máximo, quanto antes nós colocarmos o arroz para ‘dentro de casa’, melhor fica para o produtor.”

Estão sendo instalados quatro silos na unidade local, com capacidade de armazenamento total de cinco mil toneladas do grão. Com indústrias de beneficiamento no município gaúcho de Vale Verde e na sede, em Santa Catarina, o arroz deixado pelos produtores em Montenegro será buscado pela própria empresa de acordo com a demanda de produção. A estimativa é de um giro de 25 mil toneladas por safra no centro de recebimento.“Tudo vai girar em torno de Montenegro”, destaca Bendo. “E nunca se sabe o dia de amanhã. Pode ser que, futuramente, a gente instale uma indústria de beneficiamento no Município, também.”

A Bendo & Cia tem quatro décadas de história. Conta com marcas próprias de arroz, comercializando nomes como Catarinão, Arno, Kilão e Timbé em todo o País, com destaque às regiões Norte e Nordeste.

A expectativa é que, com a facilidade logística de entrega da produção do grão, a diminuição dos custos torne a cultura ainda mais atrativa localmente. Montenegro, apesar de reconhecida pela silvicultura e a citricultura, conta com arrozeiros em atividade. Dados da Prefeitura apontam que são cerca de 350 hectares plantados no Município e com potencial de serem absorvidos pelo novo negócio.

Além da geração de renda, o empreendimento no Pesqueiro também gera empregos. Já trabalham na obra cerca de quinze pessoas. E, após, na operação diária, a empresa estima que serão sete contratados. “Vamos procurar mão de obra local, mas gente de qualidade”, destaca o proprietário. As atividades da unidade devem iniciar já na próxima safra do grão, em janeiro de 2020.

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