A formatura do Proerd ocorreu no Clube Grêmio Gaúcho, com a presença dos mascotes do programa e até do Papai Noel, que fez a alegria dos estudantes

SEGURANÇA E EDUCAÇÃO. 180 crianças de cinco instituições participaram do Programa, no segundo semestre

O entusiasmo dos cerca de 180 estudantes da rede pública de ensino de Montenegro é um indicador de aprovação ao Programa Educacional de Resistência às Drogas e a Violência (Proerd), o qual é desenvolvido por policiais da Brigada Militar. Este ano, 600 alunos de turmas do 5º ano do ensino fundamental da cidade, foram contemplados pelas aulas do programa. Na noite dessa quarta-feira, 27, alunos de cinco escolas participaram da cerimônia de formatura do Proerd, realizado no Clube Grêmio Gaúcho. O evento teve diversão, sorteio de brindes e emoção.

Elen e Kiara mostram que aprenderam as lições do Proerd

Educação e Segurança é direito de todos e dever do Estado. Para a Brigada Militar, atuar na Educação é um passo importante dado na promoção da Segurança. O Proerd é uma ferramenta usada na conscientização dos estudantes sobre os malefícios do uso de drogas e álcool, e aborda também questões relacionadas à tomada de decisões, bulliyng e violência.

No último semestre deste ano, alunos das escolas municipais de ensino fundamental Cinco de Maio, São Paulo, Henrique Pedro Zimmermann, Osvaldo Brochier e Álvaro de Moraes, receberam as orientações do programa. Foram 10 horas aulas, aplicadas em tempos de 50 minutos, uma vez por semana, nas quais a soldado Daiana Brandth dedicou-se a deixar boas lições às crianças. “Estou muito feliz. É gratificante finalizar o ano assim. Queria ter conseguido atingir mais crianças, mas ano que vem, vamos lá de novo”, diz Daiana.

A estudante da Escola Cinco de Maio, Elen Ferreira, de 11 anos, é uma menina de sorte. Além de receber conhecimento pelo Proerd, ela tem em casa o importante apoio do pai, que é policial militar. O sargento Audis, pai da Elen, se encarrega de esclarecer e orientar a filha para a realidade e os perigos do mundo e o Proerd auxilia nessa função. “O Proerd é muito bom. Aprendi que não devemos usar drogas. Se a gente usar drogas muito cedo, nosso corpo vai perder a saúde”, destaca a menina sobre o que aprendeu nas aulas.

As crianças mostram que aprenderam a lidar com situações que muitos adultos ainda não sabem como encarar. Kiara de Almeida, de 11 anos, já se sente mais segura para “enfrentar” a vida e seus desafios. “A gente aprendeu como devemos nos comportar com as pessoas, resolver problemas, como agir em uma situação que envolva drogas…”, conta a garota.

A soldado Daiana Brandth ministra as aulas do Proerd

Três turmas da Escola Cinco de Maio se formaram nessa edição do Proerd. A professora Mara Conceição Flores da Silva, destaca a importância do Programa para ensinar os pequenos a refletirem e fazerem escolhas conscientes. “Eles gostam muito do Proerd e se sentem importantes. Isso é bom até para o convívio com outras pessoas”, avalia a educadora.

Os pais de Gabriele Peres da Escola São Paulo, Paulo Peres e Clarice Peres, contam que a menina estava ansiosa pela formatura. “Ela só falava nesse momento e que queria muito que a gente viesse”, conta o pai da estudante.

Segundo o comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar de Montenegro, tenente-coronel Rogério Pereira Martins, pesquisas apontam que a maioria dos alunos que passam pelo Proerd não se envolve em infrações penais.

O que é o Proerd
O Programa Educacional de Resistência às Drogas (Proerd) consiste num esforço cooperativo estabelecido entre a Polícia Militar, Escola e a Família, tendo como missão e visão ensinar aos estudantes habilidades para tomada de boas decisões, para ajudá-los a conduzir suas vidas de maneira segura e saudável.Também objetiva capacitar os jovens para respeitar os outros e para escolherem conduzir suas vidas livre do abuso de drogas, da violência e de outros comportamentos perigosos.

O programa estabelece uma linha de comunicação entre a Polícia Militar e os jovens estudantes. Abre e diálogo permanente entre a Escola, a Polícia Militar e a Família, para discutir questões correlatas à formação cidadã de crianças e adolescentes.

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