TRÁFICO. Vítima teria sido punida por vender drogas de forma autônoma, fora de facção

Uma operação da 1ª Delegacia de Polícia Civil (PC) com apoio da Brigada Militar (BM) resultou na prisão de dois acusados pelo homicídio de Leandro de Melo Mateus, 30 anos, atingido por seis tiros no bairro Aeroclube, em Montenegro, no dia 1º de junho. A ação ocorreu na manhã dessa quarta-feira, 19. W.T.S.S., 22 anos, e R.A.S., 23, estão presos preventivamente, na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA), pelo assassinato. L.A.A.M., 33 anos, foi preso em flagrante por tráfico de entorpecentes. Além disso, foram apreendidas drogas, celulares, dinheiro, simulacro, anotações e balança de precisão.

Segundo o chefe do Setor de Investigação da 1ª Delegacia de Polícia (DP) de Montenegro, Alisson Castilhos, durante a investigação a PC identificou o possível mandante do crime e os dois executores. A operação conseguiu prender os autores, mas não o mandante do assassinato. Ao todo, foram cumprido seis mandados de busca e apreensão, a maioria na Vila Esperança, no bairro Senai, e outro na rua Juvenal Alves de Oliveira, no mesmo bairro.

Conforme o chefe do setor de Investigação, o homicídio ocorreu porque a vítima estaria realizando a venda de drogas de forma autônoma, deixando de fazer parte de uma facção. Tal fato é negado pela família, que diz que Leandro havia se afastado do mundo do crime. “As facções tem uma determinação. O indivíduo que quiser vender drogas, pode vender, desde que seja da própria facção. Quando ele trabalha de forma autônoma acabam acontecendo esses homicídios que a gente vê. Embora exista uma negação veemente da família, de que ele estivesse vendendo droga, ao que tudo indica, realmente foi essa a motivação. Mesmo tendo sido alertado para que parasse de vender, ele teria continuado”, relata Alisson.

Relembre o caso
Leandro de Melo Mateus, 30 anos, foi atingido por seis tiros, dia 1º de junho. O crime ocorreu na rua Ernandes Azevedo Fernandes, esquina da Benjamin Alves Barreto,no bairro Aero Clube, em Montenegro, na qual moram o pai e a mãe dele, a quem iria visitar. A esposa da vítima estava junto, mas não foi atingida. Segundo a companheira de Leandro, ambos e o cunhado dela estavam na esquina quando dois homens se aproximaram. A vítima chegou a cumprimentar um dos indivíduos, a quem chamou de “Caquinho”. No mesmo instante o outro homem pegou sua arma e efetuou vários disparos contra ele. A dupla deixou o local a pé e seguiu até a rua debaixo. Lá entraram em um automóvel Voyage prata, como placas do Mercosul, no qual fugiram em alta velocidade após o crime. Foram encontradas no local oito cápsulas calibre 32.

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