Os fundadores, Guilherme Massena, Augusto Massena e Eduardo Hommerding estiveram na capital paulista recebendo o reconhecimento

Um mês depois de terem viabilizado a revitalização do pátio do Colégio Ivo Bühler (o Ciep), os fundadores da Dobra foram a São Paulo receber um importante reconhecimento. Presente na 1ª Conferência Latino-Americana do Capitalismo Consciente, o empreendimento montenegrino foi homenageado como uma das dez startups mais conscientes do Brasil.

A Dobra abriu em 2016 e ficou conhecida por confeccionar e vender as carteiras de “papel” – os itens contam com um design diferenciado e são feitos de tyvek, um material importado sintético e reciclável.

O co-fundador da empresa, Guilherme Massena, conta que ficou muito feliz ao saber que a startup havia sido escolhida pela organização do evento.  “A gente soube na semana passada e foi uma surpresa. A gente não esperava ser reconhecido”, relata. “Para a gente, isso é incrível. Valoriza muito o nosso trabalho e mostra que estamos no caminho certo.”

O Capitalismo Consciente é um movimento criado nos Estados Unidos que prega que empresas que geram impacto socioambiental positivo conquistam maior fidelidade dos consumidores e, por tabela, maior rentabilidade. Há anos que conferências do Movimento ocorrem na América do Norte e, neste ano, a frente brasileira conseguiu viabilizar que uma delas ocorresse no Brasil, englobando toda a América Latina. O evento ocorreu nesta semana, na terça e na quarta feira, dias 19 e 20.

Para a escolha das dez empresas mais conscientes, o presidente do Capitalismo Consciente Brasil, Rony Meisler, pediu indicações de jovens iniciativas de negócios que se encaixassem nos princípios do Movimento. Centenas delas foram feitas e, a partir disso, iniciou-se um processo de pesquisa de cada empreendimento. “Foram consideradas empresas que possuem o propósito como modelo de negócios e não como uma iniciativa ou departamento isolado”, explicou, em sua página no Linkedin.

Recém chegado de São Paulo, Massena aponta que o Movimento bem se encaixa com o que ele e os sócios tentam pôr em prática na empresa. Ele explica que a ideia de um “capitalismo consciente” busca inverter a lógica de que, no sistema capitalista, para um ganhar, outro tem que perder. “É fazer com que todos os lados possam sair ganhando. Tanto a empresa, quanto o fornecedor, o cliente e a comunidade”, destaca.

“A Dobra procura fazer isso através de diversas frentes, desde uma gestão mais humana internamente, do cuidado com a não geração de resíduos através de uma produção sob demanda, de um programa de reciclagem e, para a comunidade, através de nossos projetos sociais”, exemplifica. “A gente precisa do lucro para sobreviver, mas a diferença é que o lucro não é nosso objetivo final. Ele acaba sendo a consequência de tudo o que a gente faz.”

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