A data reúne a comunidade em diversos países na luta contra a discriminação. foto: Reprodução Internet

Com muita cor, a comunidade celebra a igualdade com festividades e intensa luta

O Dia Internacional do Orgulho LGBT é celebrado hoje, 28 de junho. A comemoração iniciou por conta de um momento marcante na luta do movimento. O marco da data é o o ano de 1969, quando policiais invadiram o bar gay Stonewall Inn, em Nova York, e agrediram muitas pessoas. Atitudes como esta eram comuns na época.

Entretanto, a comunidade que lá se reunia resolveu protestar e lutar. O primeiro copo de vidro jogado contra as viaturas policiais foi arremessado pela travesti Marsha P. Johnson, conhecida pela organização Revolucionárias da Doce Ação Travesti, que trabalhava para tirar transgêneres da rua. O ato dela foi o estopim para o confronto entre a comunidade e os policias, reinvidicando respeito e mostrando a voz do povo. Desde então, o episódio marcou a libertação do segmento, sendo considerado o Dia Internacional do Orgulho Gay.

Durante o mês de junho, diversas cidades promovem paradas LGBT, com ações ao ar livre, para reivindicar direitos, celebrar a diversidade e integrar a sociedade contra o preconceito. Em Montenegro, em 2017 e 2018, foram promovidas atividades. No Brasil, a mais marcante ocorre em São Paulo, e está na 21ª edição.

José faz parte do Coletivo Iris, aqui de Montenegro,
que presta apoio a todos da comunidade LGBT

É importante não se esconder
“É muito relevante discutir sobre esse assunto, e por em pauta, não só durante este mês”, diz José Augusto da Rosa, 25, profissional da beleza. O jovem fala um pouco sobre o seu processo de se assumir como homossexual e principalmente a aceitação da família. “Eu já era assumido com os meus amigos, mas no ambiente familiar demorou mais”, comenta. José nunca escondeu a sua maneira de ser, a aceitação da família foi um processo difícil, mas no fim tudo deu certo. “Eu entendo por conta da cultura deles, mas eles me amam e me respeitam”, conta.

Em relação aos jovens que têm receio de se assumir, José explica que sentiu muito preconceito durante a sua caminhada, entretanto, sempre foi acolhido entre as meninas. “A primeira coisa é se ouvir, cada um tem seu momento. Eu pensei muito antes”, conta. José lembra que todos devem ter compreensão. “É importante respeitar e principalmente ter empatia, pois somos todos seres vivos”, finaliza.

Lau acha importantes as manifestações no interior, a fim
de trazer informação às pessoas e combater o preconceito. fotos: Arquivo pessoal

Ações no interior levam informação
Os projetos da comunidade LGBT no interior são relevantes no ponto de vista de Lau Graef, 25, empresário. “Todas as movimentações que a comunidade propõe para tornar a nossa militância mais visível são importantes”. Lau já participou de atos em diversos lugares, e comenta sobre a diferença das ações que acontecem em Montenegro. “É diferente, porque as pessoas têm pouco acesso à informação, então qualquer ato que nós organizamos vem muita gente perguntar e pedir orientação.”, conta.

Enquanto morava em Porto Alegre, Lau se assumiu como lésbica, após um tempo resolveu optar pela transição. “Eu comecei a desenvolver um discurso e me enxergar nessa perspectiva”, explica. Depois disso, Lau teve uma grande melhora na relação com as outras pessoas. “É um processo doloroso, as pessoas se afastam, mas vale a pena. Eu olho pra mim e vejo que resolvi coisas internas comigo mesmo. Eu sou melhor em gostar das pessoas agora, porque eu gosto mais de mim”, finaliza.

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