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NO ACUMULADO DO ANO, já são 500 postos de trabalho formal fechados

A queda na geração de empregos formais em Montenegro desacelerou em junho, na comparação com o que vinha ocorrendo desde abril. Ainda assim, com mais 71 postos de trabalho fechados no mês, o saldo do primeiro semestre de 2020 – impulsionado pela crise gerada pela pandemia do coronavírus – já é de 500 postos com carteira assinada fechados. O cálculo é feito com o número de contratações subtraído do número de demissões, conforme a tabela abaixo.

Após amargar dois meses de muitos empregos extintos – abril sendo o pior – junho teve um pouco mais admissões (482) e um pouco menos demissões (553). Na comparação com o mesmo período do ano passado até mostra pouca diferença (foram 72 postos fechados em junho de 2019), mas no contexto de 2020 é mais um resultado negativo que se soma às perdas do ano. Veja a seguir:36

Saldos conforme tabela divulgada em 28/07/2020 e já atualizada com declarações fora do prazo. O índice da geração de empregos formais é calculado pelo Ministério da Economia através das informações das empresas no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, o Caged. Soma todas as contratações do período e diminuiu as demissões.

Serviços são os mais afetados
Com 78 postos fechados em junho, o setor de Serviços é o mais impactado pela crise em Montenegro. Sozinho, acumula saldo de 340 empregos extintos desde abril. Dentre as atividades mais prejudicadas está a dos profissionais da limpeza, que são maioria entre os demitidos no setor. De acordo com o painel do Caged, 133 trabalhadores da categoria “faxineiro” perderam o emprego no mês passado no Município.

A categoria vem sendo impactada, especialmente, por dois fenômenos relacionados à pandemia: mais pessoas em casa tendem a assumir os cuidados da residência para si; e a circulação de pessoas de fora, que venham para limpar o imóvel, antes já desaconselhadas pelo risco de contaminação também tornaram-se proibidas pelas restrições da bandeira vermelha no modelo de Distanciamento Social Controlado do Estado.

Na sequência dos dados, e também seguindo a tendência dos meses anteriores, vem a Construção Civil, com mais 51 postos de trabalho fechados em junho. Desde abril, o acumulado do setor é de 180 empregos extintos, especialmente entre pedreiros e instaladores elétricos, num reflexo de obras paradas e investimentos sendo reduzidos no Município.

Em terceiro, vem o Comércio, com sete postos fechados (o setor engloba, também, os supermercados e farmácias, que não pararam com a pandemia); e, no positivo, a Agropecuária, com cinco postos abertos e a Indústria, com um saldo de 60 empregos gerados, principalmente entre alimentadores de linhas de produção. O setor industrial é o maior empregador em Montenegro e vem tendo resultados positivos desde abril, com saldo de 83 vagas abertas desde então. As indústrias, ainda que afetadas pela redução de consumo, não tiveram restrições ao funcionamento das plantas decretadas em meio a pandemia.

O Ministério da Economia também mostrou que, em junho, a maioria dos demitidos em Montenegro tem Ensino Fundamental Incompleto, com idade entre 50 e 64 anos.

1 comentário

  1. Excelente matéria, extremamente completa e detalhada. Impressiona que municípios como Bom Princípio, São Vendelino e Tupandi tenham saldo positivo de empregos, mesmo com a pandemia.

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