O drone da Delegacia Regional foi usado para tentar localizar pistas na área apontada como local onde o corpo de Vinícius teria sido enterrado . Foto: PC

PROTESTO. Família vai organizar manifestação para pedir agilidade nas investigações

Nesse domingo, dia 27, completou um mês do desaparecimento do jovem Vinícius dos Santos, de 17 anos. A Polícia trabalha com a possibilidade de homicídio doloso. Mas a família não perde a esperança em encontrar o rapaz vivo. Contudo, por enquanto, não há comprovação quanto a nenhuma das duas hipóteses. Desesperados, os pais de Vinícius pretendem organizar uma manifestação para pedir celeridade na investigação.

Vinícius saiu de casa, no bairro Industrial, na tarde de 27 de setembro para ir até o município de Taquari, para prestar esclarecimentos sobre o desaparecimento de uma arma de fogo. O objeto teria sido entregue a ele para que participasse de um assalto, na véspera de seu desaparecimento. O garoto desistiu do crime e retornou para casa. Lá contou para a mãe que havia se envolvido com o esquema ilegal.

Vinícius dos Santos teria desistido de praticar um assalto e acabou incomodando seus companheiros

Durante às primeiras 24h ele manteve contato com a família, mas repentinamente o celular parou de receber ligações. Desde então começou a fase de aflição entre os parentes do rapaz. A Polícia foi procurada e deu início a investigação.

Na primeira semana do mês de outubro, a prisão de uma pessoa, por envolvimento com tráfico de drogas, trouxe importantes informações para a investigação. O sujeito preso relatou que Vinícius teria sido assassinado. A ordem para a execução teria partido de um dos “chefes” de uma organização criminosa, envolvida com o tráfico de drogas. O homem disse ainda onde o corpo teria sido enterrado. Além disso, declarou que o cadáver havia sido desenterrado, no dia seguinte ao ser deixado na vala improvisada, para retirada do celular que havia sido esquecido no bolso da vítima, o que poderia levar aos autores do crime. Depois de pegar o objeto, o corpo foi enterrado novamente.

A Polícia foi até o local, na localidade do Morro do Marinheiro, em Triunfo, no dia 3 de outubro, mas, ao chegar lá, encontrou apenas a cova vazia. Contudo, peritos do Instituto Geral de Perícias (IGP) localizaram marcas semelhantes a sangue. O material foi recolhido e encaminhado para análise de DNA, e será incorporado à investigação.

Na semana seguinte, a Polícia voltou ao local, com o apoio de cães farejadores, que auxiliaram nas buscas às vítimas do desastre em Brumadinho (MG). A área de campo foi averiguada cuidadosamente pela equipe dos Bombeiros e seus cães, e também com uso de drone, mas não houve êxito na procura.
Atualmente é aguardado o resultado do exame de DNA feito com o sangue encontrado na vala, onde supostamente o jovem teria sido enterrado. Para a família o processo está lento. “Se até o fim da semana não tiver resposta, vamos fazer um protesto”, afirma Adriana Macena, mãe de Vinícius.
A Polícia Civil continua investigando o caso, mas sem repassar informações para a imprensa sobre seu andamento.

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