amendoim, crustáceos, leite de vaca e nozes estão entre os alimentos que mais provocam reações graves. Foto: reprodução internet

O corpo humano é um verdadeiro exército de células, tecidos, órgãos e substâncias que agem combatendo bactérias, vírus, fungos e outros microrganismos que podem atacar o organismo a qualquer momento, é o chamado sistema imunológico. Dessa forma, os mecanismos de defesa do corpo são ativados passando a produzir anticorpos e, assim, surgem as famosas alergias alimentares.

Nutricionista Cíntia Rohr. Foto: (Arquivo pessoal)

Os sintomas podem surgir na pele, no sistema gastrointestinal e respiratório, podendo apresentar reações leves como uma simples coceira nos lábios até consequências que comprometam vários órgãos. A nutricionista Cíntia Rohr, explica que a predisposição genética para o quadro tem importante papel, onde estima-se que o problema atinge até 8% das crianças com menos de 3 anos de idade e até 3% dos adultos.

“Existem mecanismos de defesa principalmente a nível do trato gastrointestinal que impedem a penetração do alérgeno alimentar e consequente sensibilização. Estudos indicam que de 50 a 70% dos pacientes com alergia alimentar possuem história familiar de alergia”, disse a nutricionista. “Se o pai ou a mãe apresentam alergia, a probabilidade de terem filhos alérgicos é de 75%.”

Na hora das refeições, é preciso muito cuidado, já que qualquer alimento pode desencadear uma reação indesejável. No entanto, como destaca Cíntia, o leite de vaca, ovo, soja, trigo, peixe e crustáceos são os mais envolvidos nos quadros de alergia. “A sensibilização a estes alimentos depende dos hábitos alimentares da população”, acrescenta ela. “O amendoim, os crustáceos, o leite de vaca e as nozes são os alimentos que mais provocam reações graves [anafiláticas].” Para quem enfrenta o problema, a orientação é a substituição do alimento causador da alergia, sem deixar de evitar a ocorrência de deficiências nutricionais ou, até mesmo, quadros de desnutrição principalmente nas crianças. “O paciente deve estar sempre atento verificando o rótulo dos alimentos industrializados buscando identificar nomes relacionados ao alimento que lhe desencadeou a alergia”, orienta a nutricionista.

Principais sintomas
São mais comuns as reações que envolvem a pele (urticária, inchaço, coceira, eczema), o aparelho gastrointestinal (diarréia, dor abdominal, vômitos) e o sistema respiratório, como tosse, rouquidão e chiado no peito. Manifestações mais intensas, acometendo vários órgãos simultaneamente (reação anafilática), também podem ocorrer.

Existe tratamento?
De acordo com a nutricionista Cíntia Rohr, até o momento, não existe um medicamento específico para prevenir a alergia alimentar. Uma vez diagnosticada, são utilizados medicamentos específicos para o tratamento dos sintomas, sendo de extrema importância fornecer orientações ao paciente e familiares para que se evite novos contatos com o alimento desencadeante da doença. Todas as orientações devem ser fornecidas aos pacientes e familiares de quem sobre da alergia.

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