Cassiel Luiz Führ foi um dos responsáveis por ensinar o laço para a gurizada

Iniciativa do Rincão dos Brochier teve oficinas de tiro de laço, dobraduras de papel, chimarrão e jogo de Cinco Marias

O amor à tradição e o orgulho de ser gaúcho são cultivados desde cedo por estas bandas. O Centro de Tradições Gaúchas (CTG) Rincão dos Brochier comprovou a teoria com um evento voltado para os alunos de todas as escolas do município na manhã desse sábado.
Nem o mau tempo diminui o ânimo das mais de 100 crianças e de seus familiares, que lotaram a sede do grupo. Teve oficinas sobre tiro de laço, dobraduras de papel, chimarrão e jogo de Cinco Marias.

A pequena Jasiely Taís da Motta, de 9 anos, talvez por sorte de principiante, conseguiu laçar a vaquinha parada. “Achei legal, eu não sabia laçar e me ensinaram”, disse, com um sorriso no rosto. A atividade foi uma das mais concorridas, diversas crianças fizeram fila para participar. Um dos instrutores aprovou o desempenho da gurizada. “Eles estão no caminho certo, é assim que se aprende. O desempenho vai melhorando com o tempo”, comentou Cassiel Luiz Führ, 15 anos.

O patrão do CTG, Paulo Cleomar Dahmer, ressalta como principal intenção do encontro a aproximação da entidade com os futuros tradicionalistas. “Nosso objetivo maior é trazer as crianças para dentro do CTG para que não estejam soltas nas ruas, indo para o caminho das drogas e do álcool”, sublinhou.
Fundado em 30 de janeiro de 1968, o CTG Rincão do Brochier tem como lema “Gaúcho em qualquer chão”. Atualmente, o grupo conta com cerca de 300 sócios.

Meninos e meninas também aprenderam a fazer dobraduras em papel

Hora cívica nas escolas
A secretária da Educação, Cultura, Desporto e Turismo de Brochier, Claudine Consuelo Bergmann Haupenthal, lembra que a pasta, em parceria com o CTG, promoveu horas cívicas com a presença da chama crioula em todas as escolas do município. As atividades também contaram com apresentações artísticas dos alunos. “Eventos como esse são muito importantes para perpetuar as nossas tradições”, resume.

Programa em família

O casal Jorge de Azevedo e Elóide Dickel acompanhou o filho Felipe, de oito anos e todo pilchado, no encontro. Nem a chuva desanimou a família. “É super importante para eles conhecerem a nossa cultura e cultivarem a nossa tradição. É uma herança que deixamos”, acredita Jorge.

Jorge de Azevedo e Elóide Dickel acompanharam o filho Felipe nas atividades

Deixe seu comentário