Na madrugada dessa terça-feira, 2, dois suspeitos tentaram atear fogo no local Fotos: Arquivo Pessoal

No dia 15 de abril três caminhões da empresa foram afetados pelo sinistro

Um automóvel Chevrolet Kadett, três ou quatro homens encapuzados e galões de gasolina. O modus operandi tem sido o mesmo há cerca de 46 dias na empresa Komac Rental, responsável pela coleta de lixo em Montenegro. Na madrugada dessa terça-feira, 2, pro volta das 2h, o galpão utilizado para guardar os veículos, localizado na rua Egon Pölking no bairro Santa Rita teve a sua quinta tentativa de incêndio criminoso registrada, isso tudo depois de três caminhões terem sido tomados por chamas no dia 15 de abril.

Galão foi deixado para trás durante a fuga

Nas imagens de câmeras de segurança das redondezas e do próprio local é possível detectar o Kadett estacionando na rua lateral, e logo após dois homens encapuzados descendo do veículo e indo calmamente em direção ao galpão da empresa. Um deles estava com um galão em mãos. Após dois minutos eles retornam correndo para o carro, que automaticamente prende fuga de ré.

Segundo a gerente da empresa, que pediu para não ter seu nome publicado, um segurança foi contratado desde o incêndio, e foi graças a ele e vizinhos que até o momento os suspeitos não obtiveram mais êxito. “Hoje eles deixaram o galão aqui pra dentro, subiram na metade do portão, só não conseguiram porque o guarda fez eles correrem com um cassetete. Ele bateu na perna deles e eles saíram correndo”, diz. Um galão foi deixado para trás pelos homens.

Em abril a Komac teve perda total em três caminhões da frota, em um incêndio criminoso realizado por dois homens que ainda não foram identificados. Sempre com capuzes e na calada da noite, o reconhecimento dos suspeitos fica difícil. Desde a primeira vez houve tentativas nos dias 21, 22 e 24 de maio, e por último nessa terça-feira, 2 de junho.

Câmeras de segurança mostram suspeitos no dia 22 de maio

Em todas as ocasiões foram feitos Boletins de Ocorrência, e a Polícia Civil de Montenegro está investigando o caso. “Não temos nenhuma rixa com funcionário ou coisa assim, mas é alguém que não quer que a gente consiga trabalhar. É brabo ter que parar de trabalhar por causa de criminalidade”, comenta a gerente. A frota da empresa está completa, com sete caminhões, e a coleta de lixo no município segue normalmente.

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