Uma propriedade foi alvo de criminosos na madrugada dessa quinta-feira, 23, na localidade de Pesqueiro, interior de Montenegro. Pelo menos três homens invadiram o local no quilômetro 36 da ERS-124 e roubaram um touro e três vacas prenhas. Os quatro animais foram carneados antes de serem levados em carro com reboque. Ficaram apenas as cabeças e as vísceras dos bichos. O prejuízo total foi de aproximadamente R$ 10 mil.
Em cerca de três anos, a propriedade com aproximadamente 400 hectares já perdeu 11 animais graças a ação de abigeatários. Uma vez, também foram mortos quatro animais. Em outra, os indivíduos levaram três vacas prenhas, quase na hora de darem cria.
Ficaram na propriedade de Idália Daudt Alves apenas cinco vacas destinadas à produção de leite. O caso foi registrado na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) de Montenegro.

O caseiro, Nilson Ferreira, 51 anos, está indignado com a situação. “A gente toma todo o cuidado na criação dos bichos e eles fazem uma coisa dessas. É um absurdo, não temos o que fazer”, comenta. Ele, que trabalha no local há seis anos, cogita a hipótese de os ataques a propriedade terem sido realizados pela mesma quadrilha.

Os criminosos entraram por uma porteira longe da área onde está a casa principal e a moradia do caseiro. Chama a atenção de Nilson a precisão dos cortes feitos pelos criminosos nos animais. Isso evidencia a prática deles neste tipo de crime. A vítima também acredita no fato de o bando andar armado. “São capazes de até matar alguém”, alerta.

A esposa dele, Elgair Ferreira, 51, também lembra da importância de os clientes ficarem atentos na hora de comprar carne. “É importante verificar a procedência, tomar cuidado. ‘Ficar de olho nessas promoções grandes que fazem por aí”, comenta.

Além dos casos de abigeato, a propriedade também já recebeu a “visita” de assaltantes há mais ou menos dois anos. Três criminosos armados com duas armas cada fizeram seis pessoas reféns. Eles fugiram no carro do caseiro levando dinheiro e joias. O Prisma foi recuperado próximo do local.

O presidente da Associação dos Pecuaristas do Vale do Caí (Apevale), Roberto Machado, cobra medidas efetivas contra o abigeato e outras ocorrências ocorridas no campo. “A incidência destes crimes estão aumentando dia após dia na nossa região. O nosso pedido é para que a promessa do patrulhamento rural seja colocada em prática o quanto antes”, ressalta.

 

 

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