Foto: arquivo Jornal Ibiá

O número de mulheres assassinadas por motivo de gênero passou de 80, em 2020, para 97 no ano passado, uma alta de 21%. Entre as 97 mulheres assassinadas por razão de gênero no Rio Grande do Sul em 2021, apenas 10 tinham medida protetiva de urgência (MPU) – ou seja, praticamente a cada 10 vítimas, apenas uma estava sob o amparo da decisão judicial que obriga o afastamento do agressor, revelam dados divulgados nessa quinta-feira, 13, pela secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP/RS).

 

Ao longo do ano, além das Operação Marias, da Brigada Militar, e Operação Margaridas, da Polícia Civil, as duas instituições promoveram quase uma centena de ofensivas regionalizadas. A Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) da Capital, por exemplo, desencadeou 30 operações, que resultaram na prisão de 256 agressores.

As Patrulhas Maria da Penha da BM, que tiveram a presença ampliada em 114% nos últimos três anos, aumentando sua cobertura de 46 para 114 municípios, realizaram, em 2021, 49,2 mil visitas de acompanhamento a mulheres amparadas por MPU e efetivaram 137 prisões de agressões por descumprimento das medidas.

O aumento de casos reforça o diagnóstico da violência contra a mulher ser um fenômeno cujo combate depende do engajamento da sociedade em todos os âmbitos. Outro dado destaca o quanto é essencial que as denúncias de abuso sejam levadas às autoridades logo nos primeiros sinais de suspeita.

 

Gráficos: SSP/RS

 

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