Artesanato com designe garante credibilidade sem perder sua essência. Foto: Emater/Ascar

O Dia da Criatividade reuniu mais de 100 pessoas – entre artesãos, extensionistas da Emater, representantes de entidades e lideranças – de 14 municípios da região no Centro de Cultura de São Sebastião do Caí. O evento da última quarta-feira, dia 17, abordou o tema “Design Territorial e Turismo”. A responsabilidade de falar a respeito deste nicho econômico foi da designer Fernanda Sklovsky, que palestrou sobre artesanato e design, importância do contexto histórico e cultural para agregação de valor aos produtos, marcas e embalagens, pontos de venda, comercialização em mídias sociais e a força da coleção de produtos.

Em sua fala, reforçou a importância do design territorial como uma “ferramenta” capaz de descortinar a história por trás dos produtos artesanais, trazendo-o para o seu contexto cultural. Para ela é importante manter a tradição, os valores e a identidade do local em que o artesanato é produzido, mas sem abrir mão dos aspectos relativos ao design, como funcionalidade, ergonomia e visual dos produtos, o que gera conforto, segurança e satisfação do consumidor. Como exemplo, apresentou trabalho de sensibilização realizado com uma comunidade quilombola mineira, que alterou sua percepção sobre aquilo que produzia.

Ainda dentro da palestra, Fernanda destacou o fato de que o design territorial surge como uma oportunidade de dar visibilidade aos territórios, promovendo-os e ajudando-os na complexa tarefa de equilibrar produção e consumo, tradição e inovação e qualidades locais intercaladas com relações globais. “É preciso dar a ‘cara’ ao lugar, conferir a este um valor simbólico e cultural, mas sem deixar de lado a funcionalidade ou o estilo, que são aspectos que se manifestam por meio do design”, enfatizou. A designer completou apontado que pessoas sempre associam design a algo de bom gosto, algo bem feito.

Como parte da atividade, cada município participou de um trabalho de diagnóstico do artesanato local, com cadastramento fotográfico. “A intenção foi a de fortalecer os grupos de artesãos do Vale do Caí, despertando-os para um olhar mais crítico capaz e que seja capaz de explorar as potencialidades da região, sua marca, sua identidade”, analisou a assistente técnica regional Social da Emater/RS-Ascar, Elizangela Teixeira. Para a extensionista, o dia de trabalho buscou ainda valorizar e integrar os participantes, resgatando as raízes históricas e culturais do artesanato, tornando-o um gerador de renda e uma fonte de desenvolvimento.

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