Alunos da Jacob Haubert tem a história dos índios do Sobrado em sua porta

Educação. Feira municipal de trabalhos escolares iniciou ontem e encerra amanhã

Durante três dias, as escolas municipais de Montenegro renovam a esperança no caminho através do conhecimento. No ginásio da Comunidade Luterana de Campo do Meio, 28 projetos pedagógicos dão vida à 24ª FeRural e à 6ª FeUrbana, em uma efervescência de criatividade e estudo que resgatam e alicerçam a cidade com auto-estima. Os trabalhos transversais seguem o projeto da Secretaria de Educação (Smec) Montenegro, Território Educativo, que em 2019 sugeriu o subtema “Histórias, Belezas e Encantamentos”.

Maquete do Parque Centenário, da Escola Adolfo Schüler, surpreende pelos detalhes

A coordenadora pedagógica da Secretaria, Márcia Farias, explica que toda a comunidade escolar é envolvida no desenvolvimento do tema, unindo alunos de todos os anos escolares, pais e professores. O projeto é interdisciplinar, proporcionando que Matemática, a História e a Língua Portuguesa girem em torno da mesma pesquisa. “E assim cada escola desenvolve, em cima das belezas e dos encantos do município”, comentou.

Karine Alves da Mota e a pedra lascada por índios que o irmão, Lucas Alves da Mota, encontrou na lavoura no Sobrado

E alguns privilegiados nem precisaram ir muito longe, como a Escola Jacob Haubert que, na comunidade do Sobrado, tem a história na porta. Os alunos da turma multiseriada de 1º ao 5º Ano estudam a dois quilômetros das ruínas do que teria sido uma redução jesuítica. A comunidade toda está cercada de vestígios e lendas dos índios e sobre uma batalha onde religiosos catequizadores morreram. No projeto “Jacob na Pedra do Índio; Desvendando a História do Sobrado”, as crianças se basearam no livro do historiador Eduardo Kauer “Nação de Feiticeiros” para estudar a misteriosa pedra com desenhos feitos por nativos e cujo significado nunca foi descoberto.

A tecnologia e o lúdico

Emei Gente Miúda convida todos a mostrarem o talento

Caminhado entre os estandes é possível perceber a capacidade armazenada nas escolas. A Dr. Walter Belian deu atenção à importância do trem no surgimento de Montenegro, com réplicas perfeitas da Baroneza, primeira Maria Fumaça que encostou na Estação Férrea. O mesmo espaço hoje é a Estação da Cultura, que também foi muito valorizada pelas escolas. Bom exemplo é a Emei Gente Miúda, mas que preferiu abordar os segmentos artísticos que hoje aportam no espaço.

5º Ano da Escola do Bairro São Paulo desenvolveu game sobre a Estação da Cultura

Já na Escola do Bairro São Paulo, onde os principais pontos turísticos foram o foco do projeto, a Estação virou jogo eletrônico. Ele foi desenvolvido pelos estudantes do 5º Ano B, e as colegas Isadora de Paula da Silva, 15 anos; e Tailine Enoí da Silva, 11, explicavam com propriedade o sistema de construção do game, assim como o desafio apresentado. Ao encontrar focos de mosquito da Dengue espalhados pela Estação, o jogador passa de fase e recebe informações do local histórico.

Baroneza, primeiro trem que chegou em Montenegro, foi recordado

Confira a programação
Sexta – 29/11
8h às 11h30min e 13h às 17h – Visitação aos estandes
9h às 16h – Dia do Descarte Correto
9h – Apresentações: Dança Alemã da EMEI Gente Miúda; Banda Escolar e Invernada da Escola Profª Maria Josepha Alves de Oliveira
14h – Apresentação da Banda Escolar da EMEF Pedro João Muller
15h – Intervenção Tio Berga e Dona Laura

Sábado – 30/11
8h às 11h30min – Visitação aos estandes
8h – Concentração da Rústica
8h30min – Largada da Rústica
8h30min às 11h – Café Colonial (ingressos R$ 25,00 antecipados pelo fone 3632-5447)
10h – Jogos Rurais (inscrições antecipadas por escola)
11h15min – Sorteio de Prêmios para as crianças

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