A QUANTIDADE de aves - 8.600 - surpreendeu a criançada durante a visita dos estudantes à granja

Na atividade, parte de projeto da Unisc, alunos do São José realizaram uma visita na granja Kranz, em Alfama

“Quem é que põe o alimento na nossa mesa?”, questionou a professora ao grupo de alunos do 1º ano do Ensino Fundamental do Instituto de Educação São José. Em um projeto da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) pela Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, o grupo de 35 jovens estudantes passou uma tarde na granja Kranz, na localidade de Alfama. O objetivo? Entender e valorizar de onde vêm os nossos alimentos.

“O agricultor é aquele que, enquanto a gente está dormindo ou na escola ou brincando, está no campo, produzindo os nossos alimentos”, destacou a educadora Cidonea Machado Deponti, da Unisc, aos pequenos, atentos aos ensinamentos. “E 70% dos agricultores do nosso país são da agricultura familiar. Imagina!? Por isso que a gente tem que valorizar o agricultor”, completou.

Dono da granja, Felipe Kranz mostrou aos jovens que trabalha com dois sistemas de produção de ovos: um com as galinhas presas e outro com elas soltas, com manejo caipira. “Se vocês comeram um xis em alguma lanchonete, provavelmente o ovo veio daqui”, contou ele aos pequenos. A produção da granja é de cerca de 4.800 ovos por dia. Hoje, eles contam com 8.600 aves. “É um mundo de galinhas”, exclamou uma das estudantes ao descobrir o número.

Ao Ibiá, Cidonea destacou que o objetivo da visita foi mostrar a importância do pequeno agricultor como forma de, desde a infância, fomentar a valorização do segmento. “Muitos deles nunca tiveram contato com esses ambientes”, indica.

Como a ciência pode reduzir desigualdades
A Semana Nacional de Ciência e Tecnologia é uma iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), que ocorre entre 15 e 21 de outubro. Em maio, o Ministério lançou um edital para financiar ações durante a semana e a Unisc foi uma das contempladas.

A temática definida para essa edição é a “Ciência para a redução de desigualdades”. Com este ponto de partida, a universidade reuniu atividades de pesquisas de seus cursos de pós-graduação que se encaixassem na ideia. O “de onde vem o alimento?” foi uma delas.

Também ontem, ocorreu no campus Montenegro outra atividade da Semana que, com foco totalmente diferente, também aborda a relação entre a ciência e as desigualdades existentes. Das 18h às 22h, duas profissionais da Unisc se reuniram com professores dos anos iniciais da rede municipal de ensino, focando no fomento à leitura.

Trazendo pesquisas sobre o funcionamento do cérebro enquanto se está lendo, o evento focou na leitura compartilhada e no incentivo de que, de forma lúdica, já ocorra o contato com a leitura.

Fora de Montenegro, atividades estão previstas para acontecerem em Santa Cruz do Sul e em Venâncio Aires, trazendo diferentes tópicos dentro do grande tema. Mulheres, efetividade de políticas públicas, impacto das mídias sociais no cotidiano, debate sobre o racismo e o papel da memória em nossas vidas são algumas delas. Conforme o edital do MCTIC, as atividades precisam abarcar diferentes faixas etárias, dos pequenos aos idosos.

Pelo país, mais de 180 projetos receberam recursos em todos os estados. Ontem, na granja Kranz, dois representantes do Ministério estiveram acompanhando a visita. Conforme Gerson Martins, um deles, todas as atividades são bem vindas dentro da temática. “Nós buscamos verificar de que forma as ciências poderiam reduzir qualquer tipo de desigualdade, não só a social”, destacou.

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