Casos internados passarão por análise para o diagnóstico do vírus. Foto: Divulgação/SES

Após a confirmação de transmissão comunitária (entre pessoas que não saíram do estado), o Rio Grande do Sul definiu que passarão a ser investigados laboratorialmente somente os casos graves que necessitem de internação hospitalar. As definições foram descritas em nota informativa disponível no site da Secretaria da Saúde, em saude.rs.gov.br/coronavirus.

Aos casos leves, sem necessidade de internação, chamados de síndromes gripais, a recomendação é o isolamento domiciliar do suspeito; assim como das pessoas que residem na mesma casa para ficarem em quarentena por 14 dias. A medida foi adotada já que não é mais possível identificar a fonte de transmissão da doença, o que indica que o vírus já circula entre a população gaúcha.

Por isso, foi deixado de considerar os critérios de viagem ao exterior que vinham sendo adotados até então. As notificações de casos feitas até agora por parte dos municípios e que já tiveram amostras encaminhadas para o Laboratório Central do Estado (Lacen) seguirão o processo de análise até serem concluídas.

Síndromes gripais
São caracterizados por febre de início súbito (maior de 37,8°C) acompanhada de tosse ou dor de garganta e, pelo menos, um outro sintoma (como dor muscular, nas articulações, ou dor de cabeça). Em crianças, o critério é a febre e outro sinal respiratório (tosse, coriza ou congestão nasal). Poderão ser atendidos ambulatorialmente numa Unidade Básica de Saúde, evitando a procura de emergências hospitalares na ausência de sinais de maior gravidade, como a dificuldade para respirar.

Casos graves
Os casos que farão a análise para o novo coronavírus, causador da doença Covid-19, são os de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Essas já são as mesmas situações que o Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs) investiga para os outros vírus respiratórios mais comuns em circulação no país, como os Influenza A e B, Parainfluenza, Adenovírus e vírus sincicial respiratório.

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