Foto: Reprodução/Internet

Esta quarta-feira, dia 3, foi marcada por mais uma morte de uma morador do Vale do Caí por causa do novo coronavírus. A vítima é um homem de 65 anos residente de São Sebastião do Caí. O paciente estava internado na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital São Vicente de Paulo, em Osório. Ele tinha vários problemas de saúde pré-existentes, que foram agravados pela Covid-19, e não resistiu às complicações da doença.

Internado em um primeiro momento no Hospital Sagrada Família, em São Sebastião do Caí, o paciente foi depois transferido para atendimento intensivo na casa de saúde de Osório, por determinação da Central de Regulação de Leitos da secretaria estadual de Saúde, onde veio a falecer. “Todos estamos muito abatidos com essa notícia, mas infelizmente aconteceu. Expresso os nossos sentimentos a toda a família e temos de seguir trabalhando no enfrentamento da pandemia”, destacou o secretário municipal de Saúde de São Sebastião do Caí, Diomar Machado Flores.

Este foi o terceiro óbito causado pelo novo coronavírus no Vale do Caí mais Triunfo. As outras duas mortes foram de moradores de Montenegro, em 15 de maio, e de Triunfo, ocorrida na terça-feira, dia 2. Na região, são 244 os casos confirmados da doença. De terça-feira para quarta-feira foram confirmados novos casos em Montenegro (7), Feliz (2), São Sebastião do Caí (2) e Triunfo (1). Dos infectados no Vale do Caí mais Triunfo, 175 são dados como recuperados.

Em todo o Rio Grande do Sul, segundo dados divulgados pela secretaria estadual de Saúde, são 10.398 casos, desses 258 resultaram em óbitos e outros 8.069 são estimados como recuperados. 2.071 gaúchos seguem em recuperação da Covid-19. Por meio de nota, o ministério da Saúde informou que, por problemas técnicos, o balanço com os dados sobre casos, óbitos e recuperados em todo o Brasil de hoje só será divulgado após as 22h desta quarta-feira.

Anvisa autoriza estudo clínico de potencial vacina

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou em edição extra do Diário Oficial da União (D.O.U.) de terça-feira, dia 2, a autorização para realização de um estudo clínico no Brasil para testar uma potencial vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, para prevenir a Covid-19. De acordo com o órgão regulador, o pedido de autorização foi feito pela empresa Astrazeneca do Brasil Ltda., que submeteu os dados e as informações sobre a vacina para avaliação da Anvisa.

Segundo a Anvisa, trata-se de um estudo controlado randomizado de fase III para determinar a segurança, a eficácia e a imunogenicidade da vacina ChAdOx1 nCoV-19 não replicante. Os estudos iniciais não clínicos em animais e os estudos clínicos de fase I em humanos para avaliar a segurança da vacina foram realizados na Inglaterra e os resultados demonstraram que o seu perfil de segurança foi aceitável.

A vacina ChAdOx1 nCoV-19, conhecida como AZD1222, usa um vetor viral baseado em uma versão enfraquecida do resfriado comum (adenovírus) contendo o material genético da proteína spike Sars-CoV-2. O vetor de adenovírus recombinante (ChAdOx1) foi escolhido para gerar uma forte resposta imune a partir de uma dose única sem causar uma infecção contínua no indivíduo vacinado.

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