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Vermelhidão, ardência, secreção e pálpebras grudadas ao acordar. Esses podem ser alguns dos sintomas de conjuntivite, que pode se manifestar principalmente durante o inverno, quando as pessoas permanecem por muito tempo em ambientes fechados. O pico ocorre em dias frios, pois os ambientes fechados favorecem a transmissão do adenovírus, responsável por causar a conjuntivite viral.

Pietro Batista de Azevedo é oftalmologista e alerta para os riscos de transmissão do adenovírus e bactérias por meio do contato físico

Médico oftalmologista, Pietro Baptista de Azevedo diz que o contágio pode ser provocado principalmente pelo contato físico. “É um inflamação da conjuntiva, camada que recobre o globo ocular e a partir disso os sintomas são visíveis”, afirma Azevedo. Mesmo que a pessoa não tenha os sintomas da doença, ela pode estar portando o vírus e transmitir para outras que estão em contato.

Na maioria dos casos a inflamação pode durar, em média, de sete a 10 dias, segundo o oftalmologista. Porém, há pacientes com quadros mais graves de conjuntivite, que duram cerca de um mês e necessitam de acompanhamento médico mais intenso. “Também é possível que o olho tenha alguma sequela com a conjuntivite causada por bactéria. Cicatrizes se formam e isso prejudica a visão”, revela.

Prevenindo ou tratando a conjuntivite
São bem simples as precauções que a população deve ter a fim de evitar uma conjuntivite. Ações como lavar bem as mãos durante o dia, usar álcool gel para higienização e ficar afastado de pessoas com possíveis sintomas da doença são eficazes. Além disso, o médico oftalmologista Pietro Baptista de Azevedo também indica que o compartilhamento de roupas não seja feito, porque o vírus pode ser transmitido sem que ninguém perceba.

“Devemos evitar contato direto com a pessoa que já possui algum sinal de conjuntivite ou diagnóstico feito por algum médico. Por isso que o paciente que está com a inflamação recebe um atestado para permanecer em repouso, evitando o contágio de outras pessoas”, orienta Azevedo. No entanto, se você já suspeita que esteja conjuntivite, o melhor que se tem a fazer é ir imediatamente ao oftalmologista ou ao médico mais próximo. Eles poderão confirmar se a conjuntiva do seu olho ou dos dois globos oculares está inflamada.

Agora, se você está com conjuntivite detectada é possível tratar sem necessitar tomar medicamentos específicos. Pietro orienta que o paciente faça compressas com água gelada ou soro fisiológico. “O uso de colírio para diminuir o desconforto também pode ser feito. Em casos mais graves, receitamos anti-inflamatórios”, acrescenta.

Tipos de conjuntivite
Viral: É a mais comum, transmitida pelo vírus conhecido como adenovírus. É transmitida principalmente pelo contato com as secreções oculares e também por meio da tosse e do espirro de uma pessoa infectada.

Bacteriana: Menos comum que a viral, no entanto, pode ser mais perigosa. É transmitida por meio do contato pessoal com a bactéria. A pessoa pode ser contaminada através do contato com os olhos ou locais onde a bactéria está instalada.
Fúngica: A mais rara entre todos os tipos. Surge quando uma pessoa machuca os olhos com madeira. Pode haver complicações na visão, tendo em vista a dificuldade de tratamento.

Alérgica: Surge em consequência da alergia, seja ela por ácaro ou pólen. Neste caso, os olhos ficam vermelhos e com coceira ocular, sem possibilidade de contágio. É uma conjuntivite sazonal, podendo ser associada à rinite ou asma.

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