Maria Celina Barreto, ao centro, com as colegas Nicole Souza e Grasiele Mello. Ela destaca o gosto pelas vendas

Dados do Ministério do Trabalho comprovam a importância do segmento para o desenvolvimento de Montenegro

O Ministério do Trabalho, por meio de indicadores como a RAIS e o CAGED, demonstrou que, até o mês de setembro deste ano, 3.451 pessoas trabalhavam formalmente no comércio montenegrino. Conforme a Câmara de Dirigentes Lojistas, estima-se que o número oficial já alcança 20% mais, dada a contratação de temporários para o grande movimento de vendas nessa reta final do ano. Levando isso em conta, pode-se considerar que o número de empregados no segmento passe dos 4 mil.

Comprar em Montenegro, diante disso, é incentivar que essas vagas sigam abertas; é colaborar para que mais comércios abram na cidade; e é contribuir para que todos os trabalhadores garantam seu sustento e sua qualidade de vida, devolvendo à comunidade, também em consumo. A geração de empregos, com o fator humano, é um dos principais pontos da cadeia econômica do comércio local.

Prova disso é a vendedora Maria Celina Barreto, que já trabalha há doze anos na loja local da Genifer Sports e construiu a vida no segmento comercial. “Como eu já estou todo esse tempo aqui, têm clientes que eu comecei a atender quando crianças e que, hoje, já estão grandes e eu sigo atendendo. Uns já têm até filhos”, destaca, emocionada, sobre um dos principais atrativos da atividade. “Eu adoro o que eu faço”.

Márcia Reidel, ao centro, com as colegas Simone da Silva e Anajulia Rocha. Já são décadas no comércio local

O prazer com a profissão também é o segredo da vendedora Márcia Reidel, empregada há 33 anos na Cinderela Calçados. “Tu tem que gostar. Eu sempre digo para o meu filho: ‘dá para fazer o que quiser, mas é preciso gostar’”, indica. Em mais de três décadas na atividade, a funcionária aponta o jogo de cintura para atender aos mais diversos públicos e a importância em conhecer o produto vendido como essenciais. Alguns fornecedores até levam ela e as colegas para as fábricas com o intuito de apresentar os itens a serem comercializados.

Vendedora na Alpendre, Luciane Vieira concorda que esse conhecimento do produto é imprescindível para sanar as dúvidas que surgirem entre os clientes. Experiente no comércio, com 14 anos de empresa, ela já se arrisca a desenhar um perfil de consumidor local, que gosta de pesquisar preços e de aproveitar todos os descontos. “O pessoal gosta de promoção. É só colocar uma liquidação e chove de gente”, brinca.

De acordo com o Ministério, 17,4% dos empregos gerados na cidade são de pessoas como elas: trabalhadoras do comércio.

Sindicomerciários destaca os incentivos
Lidando diretamente com a questão dos empregos no comércio local, o presidente do Sindicomerciários – o Sindicato dos Empregados no Comércio de

Segundo o CAGED, 17,4% dos empregos no município são gerados pelo comércio local. O salário médio pago pelo segmento é de R$ 1.807,31

Montenegro -, Valdenir Oliveira, destaca a importância de incentivar as lojas da cidade. “É importante que o montenegrino gaste aqui, pois a nossa riqueza, com o repasse de impostos, vai retornar para a saúde, para a segurança, com os salários em dia dos médicos e professores”, exemplifica. “Eu sou nato daqui e a gente sempre tem algumas críticas, mas é o nosso chão. Então é preciso incentivar o comércio, gerando emprego e gerando renda”.

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