CRÉDITO: ARQUIVO JORNAL IBIÁ

As rótulas que a Prefeitura vai construir na RSC-287 vão custar mais do que o esperado. É o que mostra o projeto protocolado pelo prefeito Gustavo Zanatta na Câmara de Vereadores para abrir o crédito especial pra execução da obra. A previsão é de um investimento de R$ 6 milhões; mais que o dobro da estimativa original, quando as tratativas iniciaram, que era de R$ 2,8 milhões. Nesse meio tempo, chegou a haver uma atualização para cerca de R$ 3,5 milhões, com valor reservado do superávit das contas públicas registrado no ano passado, mas ainda era bem menos recurso previsto.

Segundo nota oficial da Administração Municipal, a atualização de valores deu-se por duas razões: pela alta nos preços dos materiais para a obra, que estavam defasados; e por adaptações propostas pela Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR), órgão do Estado que administra a RSC-287. Para cobrir a construção, o Município usará uma fatia maior do superávit de 2020: R$ 3,733 milhões do recurso livre; R$ 1,697 de sobra de recurso da Manutenção e Desenvolvimento do Ensino (MDE); e R$ 569 mil de sobra das Ações e Serviços Públicos de Saúde (ASPS). Segundo o secretário da Fazenda, Antônio Filla, os valores do MDE e do ASPS integram o montante do superávit e, apesar de terem sido recebidos pela Educação e Saúde, também são de livre uso do Município.

Aprovada a abertura do crédito especial pelos vereadores – o que não tem data para ocorrer, visto que, na atual bandeira do Distanciamento Controlado, todas as reuniões do Legislativo estão suspensas, com exceção da sessão ordinária – ainda é preciso abrir processo licitatório para a contratação da empresa que executará o projeto. Serão duas rótulas, uma no cruzamento da 287 com a Ramiro Barcelos e outra no cruzamento com a Coronel Antônio Inácio; além de adequações entre as duas focadas em dar mais mobilidade na travessia dos pedestres.

A autorização do Estado para intervenções municipais na rodovia estadual foi dada em 28 de janeiro. As duas rótulas integram um projeto maior da EGR, comprado pelo Município, para melhorias desde a Comauto até o antigo Frigonal; mas que, ao todo, era avaliado em R$ 20 milhões e não tinha perspectiva de ser executado. A etapa do projeto assumido pela Prefeitura para esse trecho inicial traz modificações propostas pela estudante de engenharia Nicole Streit, que tornaram sua execução mais acessível.

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