Alunos tiveram liberdade para decidir sobre o que trabalhariam para apresentar na sexta edição da Betec, da Escola Municipal Beato Roque

Educação. Feira de Ciências e Tecnologia contou com alunos do 6º ao 9º ano

Desde a vida vegana até como funcionam os fogos de artifício foram temas abordados na 6ª Betec – Feira de Ciências e Tecnologia da Escola Municipal de Ensino Fundamental Beato Roque. O evento, que contou com a apresentação de 40 trabalhos de alunos do 6º ao 9º ano do educandário, foi realizado na quarta-feira no salão da Comunidade Católica de Pareci Novo e recebeu a visita de estudantes de outras escolas do município e também de Montenegro.

Casos de automutilação no município incentivaram pesquisa de Sarah Yasmin Keller, Júlia Hartmann e Amanda Vianna (da esquerda para a direita)
Com liberdade para escolher o tema que abordariam, as alunas do 7º Ano Amanda Vianna, Sarah Yasmin Keller e Júlia Hartmann, todas com 12 anos, decidiram falar sobre a automutilação. A pesquisa foi incitada pelo alto índice de casos entre meninas da escola e em todo o município. “Descobrimos que isso (automutilação) não acaba com o problema”, afirmaram. Elas destacaram que o ato é apenas a substituição de uma dor emocional por uma dor física e que muitas pessoas acabam a praticando por influência de outros. O grupo concluiu que o melhor método para prevenir a automutilação é o diálogo. “Se você não quiser ir à psicóloga pode conversar com um amigo de confiança”, aconselharam.

Camili, Maisa e Júlia (da esquerda para a direita) falaram em seu trabalho sobre a agricultura sintrópica, pouco utilizada no Sul do Brasil
Também no 7º ano do Ensino Fundamental, as estudantes Camili Bamberg, 12 anos, Maisa Soares Schneiders, 13 e Júlia Carolina Streit, 13, pesquisaram sobre a agricultura sintrópica. “Este é um sistema que junta a produção de hortaliças e madeira”, explicaram e ressaltaram que o modelo ajuda ainda na recuperação de áreas degradadas e protege o meio ambiente. Além disso, o sistema preza pela não utilização de agroquímicos. “O tema despertou interesse por ser pouco difundido e por ajudar o meio ambiente”, falaram sobre a razão de escolherem o assunto. Elas salientaram ainda que no Vale do Caí a agricultura sintrópica ainda é pouco usada. “Ela (a agricultura sintrópica) é mais usada no Norte do país, mas poderia ser aplicada aqui. Depende da vontade do produtor.”

Aluno do Ciep, Luis Fernando aprovou visita à feira
A diversidade de assuntos chamou a atenção de quem visitou a feira. Luis Fernando Felix, 18 anos, é estudante do 1º ano do Ensino Médio do Colégio Estadual Ivo Bühler, o Ciep, e aprovou a visita à Betec. “Tem coisas que eu não conhecia e que estamos tendo a oportunidade de conhecer”, comentou. Para ele, particularmente, o trabalho sobre diabetes chamou atenção. “Meu vô tem diabetes. Tireis fotos (do trabalho) para levar a informação para ele”, disse.

Feira é momento esperado pelos estudantes
Compondo a coordenação da Betec ao lado de Rosa Helena Both, Vera Leite e Elisa Larsen, a professora de Ciências Viviane Aparecida Morandini conta que o evento é um momento bastante esperado pelos alunos. “É um trabalho que inicia já em fevereiro e culmina com a feira”, contou. Ela ressaltou ainda que antes da apresentação na feira os grupos devem apresentar o trabalho para uma banca. Na Betec, os projetos são analisados por avaliadores e o primeiro e segundo melhores trabalhos de cada série serão premiados com medalha. A revelação dos vencedores deve ocorrer na sexta-feira.

Viviane destacou ainda que cada grupo teve a possibilidade de escolher o tema de seu trabalho por afinidade. A exceção foram os trabalhos do 9º ano, que fizeram em cima do tema profissões num projeto já desenvolvido pelas turmas. Entre as áreas para atuação profissional que apareceram nos estandes estavam paleontologia, engenharia elétrica e mecatrônica. A coordenadora salientou também que observa a cada ano um aprimoramento dos trabalhos apresentados.

A secretária de Educação de Pareci Novo, Carla Specht, reforçou a importância da iniciativa da EMEF Beato Roque e revelou haver o desejo de ampliar a feira e criar uma mostra municipal. “É um trabalho de continuidade”, afirmou.

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