O título de Cidadão Montenegrino foi entregue na noite dessa quinta-feira, na Cãmara de Vereadores

RECONHECIDO por fazer o que gosta na cidade onde escolheu para viver

O comissário de Polícia Civil e chefe do setor de Investigação da 1ª Delegacia de Polícia de Montenegro, Alisson Castilhos, de 45 anos, recebeu na noite dessa quinta-feira, 3, o título de Cidadão Montenegrino. A honraria representa o reconhecimento da Câmara de Vereadores da cidade ao trabalho e dedicação de Alisson para com a comunidade local.

A distinção recebida da Câmara de Vereadores ficará afixada
na parede do local de trabalho, junto a outras homenagens

Há 17 anos Alisson, que é natural de Porto Alegre, escolheu Montenegro para constituir sua família, morar e trabalhar. Na maior cidade da região do Vale do Caí, ele enfrenta desafios diários em nome da segurança da população.

A proposta de conceder o título ao comissário partiu do vereador Talis Ferreira (Progressistas). Ele destaca a dedicação do policial e a importância de dar a ele a honraria. “Natural de Porto Alegre, o Alisson escolheu e optou por permanecer em Montenegro, onde mora com sua família”, pontua.

Para Alisson, receber o certificado é motivo de honra e orgulho, e demonstra o reconhecimento por sua dedicação à comunidade. “Acho que é muito importante para um policial ser comprometido com o local onde mora. Procuro fazer uma Montenegro melhor, não só pra população, mas, pela minha família também. Eu moro aqui, tenho bens aqui, então quanto melhor for a cidade, melhor pra mim”.

Alisson diz que o mérito do título foi conquistado através do apoio de seus colegas e superiores. “Esse reconhecimento que estou tendo é fruto de um trabalho de toda a equipe que trabalha comigo, o inspetor Queiróz, da Alana, desde a época do comissário Camargo, dos delegados André, Paulo, Azeredo, Marcelo. Todos foram pessoas que depositaram confiança em mim, me alçando ao cargo de chefia da investigação. É uma responsabilidade muito grande”.

Castilhos é bacharel em Direito formado na Universidade Luterana do Brasil, pai de dois filhos e casado com uma montenegrina. Em sua carreira na Polícia, tem passagem pelo Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc), de onde foi transferido para atuar em Montenegro.

No ano de 2015, Alisson assumiu a chefia da Seção de Investigação, após o Comissário de Polícia, Welingon Renato Camargo ser transferido para a Delegacia Regional.

Alisson Castilhos integrou a equipe formada por cerca de 700 policiais que participaram da Operação Fênix, em 2016. Foto: Arquivo Pessoal Alissom Castilhos

Escolhas que deram certo e renderam bons frutos
O chefe do setor de Investigações da 1ª DP de Montenegro, Alisson Castilhos, relata que integrar as forças de segurança pública não estava entre seus sonhos de infância, mas depois que ingressou na carreira de policial civil o sentimento de satisfação, por ter feito a escolha certa, só fez aumentar. “Estava formado há um ano e pouco e aí saiu concurso. Foi uma questão de oportunidade, mas hoje não me vejo fazendo outra coisa sem ser dentro da Polícia”, afirma.

Foram várias as escolhas feitas por Alisson para chegar ao posto em que se encontra atualmente. A primeira delas foi tomada ao lado da montenegrina Bianca Provin, na época namorada dele. Quando o casal resolveu casar, foi preciso decidir onde passariam a morar. Alisson desde a infância desejava residir em uma cidade que lhe ofertasse boa qualidade de vida. Depois de ver imóveis para comprar em Porto Alegre, não restou dúvidas de que morar em Montenegro seria uma ótima opção, sob vários aspectos. “Vim por causa da minha esposa, ela é daqui. Na época com o valor de um JK ,em Porto Alegre, dava pra comprar um apartamento novo, de três quartos, em Montenegro. O custo de vida também era menor, por tudo isso a gente optou em ficar em Montenegro, e não me arrependo”, assegura o policial.

Alisson garante que é feliz nesta cidade e que não pretende sair daqui, nem para viver novas experiências na área profissional. “Comissário é o último nível da carreira de agentes. Tentei fazer concurso pra delegado, mas bati na trave. E se eu fizesse um concurso, provavelmente, teria que sair da cidade. Isso gera um grande transtorno, minha esposa trabalha aqui, estamos bem enraizados em Montenegro. Pra sair daqui só aposentado, isso se sair”, brinca.

Momentos marcantes da carreira
Nesses 17 anos de carreira, o comissário Alisson Castilhos passou por momentos marcantes. Um deles é a prisão do “Tarado Mascarado”, um criminoso que por quase duas décadas desafiou a polícia tornando-se ícone entre as histórias criminais de Montenegro. Na época, em 2003, Alisson ainda integrava a equipe do Denarc quando foi chamado para uma operação na cidade.

O chefe da operação sabia que Alisson conhecia o município, motivo esse que poderia auxiliar ainda mais na ação. “Lembro que chagamos em Montenegro em torno de meia-noite. Passamos a noite toda entre pedidos de mandado judicial e diligências tentando localizar o suspeito, até que de manhã achamos ele na casa de um familiar no bairro Ferroviário”, conta Castilhos.

Outro momento singular foi a Operação Fênix, em 2016, a maior operação policial realizada, até então, no Estado. “A gente conseguiu trazer um contingente de quase 700 policiais para Montenegro. Tivemos um resultado bem satisfatório, o objetivo foi alcançado”, avalia.

Depois de enfrentar inúmeras situações de risco, foi em uma abordagem, na localidade de Sobrado Baixo, próximo da Costa da Serra, em agosto de 2020, que ele de fato viu a sombra da morte passar perto. “Estava em diligência com um colega, fomos efetuar uma abordagem e o indivíduo efetuou dois disparos contra a viatura. Eu estava sem colete, o tiro passou a um palmo do meu peito. Esse foi o momento em que eu estive na prancha do pirata”, detalha Alisson sobre o momento de tensão. “A gente acha que não vai acontecer nada, mas ao trabalhar na rua estamos sujeitos a não voltar pra casa”, diz.

Por sorte, não passou de um susto que foi superado por bons momentos passados junto à família. “É minha rotina. No final de semana sai pra dar uma volta com a família e voltei na segunda-feira 100%. Não era minha hora. Então, vou aproveitar pra continuar fazendo aquilo que gosto”, explica Alisson sobre como encarou a situação.

Deixe seu comentário