Não sobrou nada do barraco na área verde do Panorama

Na análise dos moradores do bairro Panorama, o casebre onde vivia o presidiário Marcos Antônio Rodrigues foi incendiado criminosamente. Todavia, ninguém se arriscou em apontar um suspeito, ainda que a vítima tenha inimigos. O fato iniciou quando Rodrigues foi detido pela Brigada Militar, por volta das 15h30min da segunda-feira, dia 5, portando arma de fogo em via pública.

O homem de 50 anos foi visto caminhando na rua Frederico Mussig, acesso ao Panorama, carregando algo como uma mochila ou bolsa, o que chamou atenção dos PM’s. Ao perceber que seria abordado, correu para o matagal no fim da quadra, onde tentou se desfazer do invólucro. Os policiais conseguiram efetuar a abordagem, encontrando na posse de Rodrigues uma espingarda de caça calibre 28 , fabricação argentina Boito – semelhante a garrucha -, e municiada com um cartunho.

Ele foi apresentado na DPPA Vale do Caí onde a autoridade policial estipulou fiança de R$ 600,00. Como não conseguiu pagar, o acusado foi recolhido ao sistema prisional. Já o incêndio foi atendido pelos Bombeiros por volta das 3h30min da madrugada desta terça-feira, dia 5. O casebre de um cômodo (e possivelmente sem luz) foi consumido rapidamente. Não se sabe a causa exata do sinistro, não podendo ser descartado que algo tenha ficado aceso no local.

Rodrigues cumpriu cadeia, condenado por uma séria de crimes como furto, roubo e receptação de itens roubados. Ao conquistar a liberdade, construiu aquele barraco onde vivia com alguns cães de rua. O endereço consta como sendo de fundos na rua José Edgar Seeling, todavia ele acessava a moradia pela área verde onde seria construído um loteamento no fim do bairro Panorama. Ao menos uma vizinha ouvida pela reportagem relatou que o sujeito conhecido como “Gringo” não importunava ninguém e não havia relato que praticasse algum crime no bairro.

Segundo a autoridade policial de plantão, após um hiato de 15 anos sem envolvimento com crimes, há pouco tempo recai sobre ele nova suspeita de ter praticado um furto; porém sem comprovação. Sobre a arma, certa vez o próprio teria contato que tinha em Montenegro um desafeto que atendia pela alcunha de “Morceguinho”. Isso justificaria o porte, mas que todavia Gringo teria garantido que a Boito de tão velha já não disparava mais.

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