Mesmo morando no Centro de Maratá, casal prefere o sossego do acampamento junto à cachoeira. Passar as férias acampando já virou tradição para eles

Férias. Renato e Tereza Kirsten estão acampados desde o início deste mês

Renato e Tereza fazem longos acampamentos há 20 anos

Para muitos, as férias estão chegando ao fim, mas para o casal Renato, 63 anos, e Tereza Kirsten, 55, elas estão recém começando. Os marataenses estão acampados no Parque Municipal da Cachoeira Maratá desde o início do mês e não possuem data para levantar o acampamento. Conforme o casal, que mora no Centro de Maratá, este é o quarto ano que eles ficam lá por tempo indeterminado. Antes, as aventuras aconteciam num balneário em Triunfo. “Teve uma vez que ficamos quase quatro meses (acampados)”, conta Tereza.

Este ano, eles estimam que continuarão tendo a queda d’água como sala de estar enquanto o frio não tomar conta. “Já ficamos aqui uma vez até depois da Páscoa”, afirmam. Sem filhos, o casal tem os acampamentos como hobby há mais de 20 anos. “Não gosto de baile nem festa, gosto de acampar. Por sorte, ele também”, comenta a dona de casa. Renato, que é aposetado, diz que praticamente se criou na Cachoeira Maratá. “Só havia acesso a pé. Vínhamos pelo trilho do trem e depois descíamos”, recorda.

Para ficar tanto tempo acampado, o casal conta com alguns luxos, como geladeira, cama de madeira e até mesmo uma televisão. Porém, para lavar a roupa eles dão uma escapadinha até a residência, que fica a poucos quilômetros de distância. O mesmo serve para o banho, quando o único chuveiro do parque está muito requisitado. “A gente até fica triste quando tem que sair”, garantem.

Além de TV e geladeira, eles possuem uma cama de madeira para dormir melhor

Para Renato e Tereza, acampar é uma terapia. Eles comentam que quase nunca estão sozinhos no local em razão do alto giro de visitantes, principalmente aos finais de semana. “Fazemos novas amizades e ajudamos outros acampados”, dizem. Enquanto estão ali, eles costumam dormir por volta das 23h e acordar cedo para tomar chimarrão. “É uma aventura. É bom dormir ao som da água”, garante Renato.

Tereza lembra que além da busca por sossego, quando ficavam acampados em Triunfo, de onde desistiram de ir em razão das más condições do balneário onde ficavam, eles também aproveitavam para conhecer as cidades próximas.

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