A morte do capitão da Brigada Militar Jederson Dill, 39 anos, ocorrida na tarde de quarta-feira, 7, em Tupandi, gerou comoção entre os policiais militares. Oficiais da Escola de Formação de Soldados de Montenegro (EsFES) estiveram no local e realizaram o reconhecimento do corpo. A causa da morte foi um disparo de arma de fogo.

O fato ocorreu na ERS-415, quilômetro 2, no estacionamento de uma empresa. Dill teria chegado ao local em uma viatura discreta, conduzida por outro policial, que fez o trajeto a pedido do capitão.

Chegando ao local, Dill desceu do veículo, caminhou por cerca de quatros metros e efetuou o disparo contra a própria cabeça. A informação é de que ele estaria com a aparência e ânimo normal durante o trajeto, apenas disperso nos assuntos e palavras.

A EsFES não soube informar se ele teria histórico de depressão. Mas há relatos de que a esposa notou alterações em seu comportamento recentemente, mas atribuiu isso ao cansaço da atividade policial. Natural de Cruz Alta, ele também deixa três filhos, uma menina e dois meninos.

Dill atuava em Montenegro. Atualmente, fazia parte do grupo da EsFES, onde ocupava o cargo de subcomandante. Ele também foi comandante da 1ª Companhia de Policiamento do 5º Batalhão da Polícia Militar (5º BPM) e se destacou na atuação profissional.

O capitão Jederson Dill, na época comandante da 1ª companhia de Policiamento, e sua equipe tiveram o reconhecimento pela forma como conduziram caso de cárcere privado de uma mulher grávida cometido por seu companheiro em abril deste ano, no bairro São Paulo, em Montenegro. Receberam a medalha de Honra ao Mérito do Comando da Corporação e homenagem da Câmara de Vereadores de Montenegro.

O homem manteve uma faca apontada para o pescoço da própria companheira, grávida de oito meses. A libertação da vítima só ocorreu após um longo período de negociações entre a BM e o agressor.

A reportagem do Ibiá acompanhou o fato até o desfecho positivo. Em diversos, momentos a atuação de Dill foi destaque. Utilizando as diversas técnicas aprendidas durante cerca de 20 anos de uma carreira brilhante, ele conseguiu fazer o acusado manter a calma. Depois de muita conversa, ele decidiu se entregar e ninguém ficou ferido.

“Houve um elo de confiança. O irmão dele nos auxiliou bastante. Ele parecia estar sob efeito de alguma droga, o que dificultou a negociação. Quando houve o vínculo, conseguimos que ele largasse a faca”, disse à reportagem após o fato. Apesar de visivelmente cansado, ele estava feliz. Havia conseguido cumprir a promessa feita ao homem: nenhum tiro seria disparado e ninguém sairia ferido.

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