Copa Genifer futebol sete
Capela levou a melhor na final do futebol setembro

Sobrou em campo. Time de Capela de Santana não tomou conhecimento da equipe de Coxilha Velha ao fazer 4 a 0

Maiquel (detalhe, bebendo água) abriu o caminho para a goleada ao fazer o primeiro gol no começo do jogo

Um título conquistado com autoridade, sem deixar dúvidas e sem qualquer possibilidade de reação para o adversário. Com uma vitória maiúscula, Capela de Santana foi campeão da Copa Genifer de Futebol Sete, realizada na localidade de Sobrado.

Na decisão, realizada ontem à tarde, o time de Capela derrotou Coxilha Velha, de Triunfo, por 4 a 0. Maiquel, Douglas, o Dodô, Jones e Otaciano anotaram os gols da goleada. Dodô marcou o gol mais fácil do jogo, o segundo da decisão, depois que a bola bateu nele, após parar na trave um chute cruzado desferido pelo atacante Otaciano.

Mais experiente e com um conjunto que atua junto há mais dez anos em diferentes campeonatos e modalidades futebolísticas, Capela resolveu a decisão logo cedo, com o gol de Maiquel. Aliás, o atacante já havia sido o nome do jogo na semifinal.

Contra Coxilha, a estrela do jogador voltou a brilhar. A vantagem no marcador deu tranquilidade para Capela. E desespero para a equipe de Triunfo.
Sem o seu homem de referência, Jaca, que não pode comparecer, Coxilha não teve forças para parar o adversário. Cirúrgico, Capela construiu a goleada do seu jeito. E quando quis.

Douglas
Dodô anotou um dos gols da goleada

O gol mais fácil de Dodô
Autor do segundo gol da goleada, Douglas, o Dodô, considera que o título pode ser resumido no poder de luta em campo. Ele lembra que durante o campeonato nem todos os jogadores puderam estar presentes, o que afetou o desempenho em campo. “Foi mais difícil porque estavámos desfalcados. Com todos juntos a gente voltou a se entrosar”, opina.

Ele reconhece que jamais havia marcado um gol tão fácil, afinal só teve o trabalho de ficar parado para a bola bater em si e entrar. Ele aproveitou para dedicar o tento para os pais Adelaide e Ireneu. “Trabalhamos a marcação e esperamos um pouco para fazer a goleada”, resume.

Andinho reconhece qualidade do adversário
Técnico do Coxilha Velha, Anderson dos Santos, o Andinho, classifica a vitória do Capela como incontestável. Ele pondera que a Associação Desportiva de Coxilha Velha foi formada há apenas seis meses e muitos dos seus jogadores do grupo nunca haviam jogado juntos, muito menos haviam chegado em uma final.

“Faz parte (perder). Jogamos contra um adversário qualificado e experiente”, comenta. O técnico fez questão de agradecer o apoio recebido pela direção da Associação para jogar o torneio.

Andinho lamentou que para a final não pode contar contar com o seu artilheiro, Jaca, que tinha viagem marcada de férias. “Se o jogo fosse semana passada ele estaria conosco”, diz.

Reza após a decisão para agradecer o título

A união faz a força
Se o futebol amador não tem o mesmo status do futebol profissional, no amador a paixão pelo esporte costuma falar mais alto. Acompanhados por familiares, incluindo os filhos, que acabam se tornando amuletos, os jogadores se apegam a todos os detalhes. Antes do jogo, em uma “rodinha”, o time do Capela rezou um Pai Nosso. Repetido ao final, como agradecimento. Seguido por  três gritos de “Capela”, “Capela”, “Capela”.

Um título por ano, diz técnico
Feliz pela conquista, o técnico do Capela, Ricardo Motta, acompanhado do filho Mário Benício no colo, lembra que o time joga junto há muito tempo e vem chegando nas decisões de todos os campeonatos. “É um título por ano”, diz, sem perder a humildade.

A curiosidade é que o time não joga apenas futebol sete. Entra em disputas também de society, futebol de areia e de 11. Na areia, na categoria veteranos, o Capela está na final da Copa Maratá.

Do grupo campeão em Sobrado apenas quatro não tem idade para jogar na formação acima de 35 anos. Ele fez questão de elogiar a organização do torneio, capitaneada por Cláudio da Rosa, por ajudar a manter o futebol em Montenegro ainda vivo.

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