No sábado, dia 4, voluntários ajudaram na limpeza da área consumida pelo fogo. FOTO: Divulgação/EEEM São José do Maratá

Comunidade está realizando ações para arrecadar dinheiro para a obra

Uma mobilização popular arrecada recursos para reconstruir parte da Escola Estadual de Ensino Médio São José do Maratá, de São José do Sul. O prédio foi parcialmente destruído por um incêndio, ocorrido em 30 de junho. Foram atingidos banheiros, cozinha e a área de convivência.

A campanha ocorre pelo site Vakinha e busca arrecadar R$ 100 mil para reconstruir o espaço. Até o momento, R$ 6.620,00 foram arrecadados. Interessados em ajudar podem acessar o site https://www.vakinha.com.br/vaquinha/ajude-a-escola-sao-jose-do-marata. Além disso, uma rifa também é organizada e há uma conta corrente (75101-4 – Agência 0119) no Banco Sicredi para doações.

Outra ação que está sendo realizada para arrecadar fundos em prol da Escola São José do Maratá é o Drive Thru da Pizza. No dia 8 de agosto, o CPM junto com voluntários promovem a venda de pizzas congeladas na Sociedade Santa Cecília em São José do Sul. O cartão vale pizza já pode ser adquirido na loja Adoleta Moda Infanto Juvenil, Herbon e na loja da Síntia. Cada pizza custa R$ 20,00, nos sabores: metade frango/metade calabresa. A retirada será das 14h às 18h.

Incêndio afetou a escola na madrugada de 30 de junho. FOTO: ARQUIVO JORNAL IBIÁ

Verba do Estado
Segundo o diretor da escola, Júlio Hoerlle, uma engenheira do Governo do Estado já esteve no local e elaborou um laudo. “Em outros momentos em que a escola passou por dificuldades o Estado pareceu não dar atenção”, aponta ele. “Vamos reconstruir a escola com a força do CPM e da comunidade”, crê Júlio. No entanto, o diretor mostra apreensão em uma resposta rápida por parte do Estado por causa da crise financeira vivida.

“O próprio pessoal da CROP e da 2ª CRE nos alertou que mesmo obra emergencial o processo de edital tem o trâmite em torno de seis meses e muitas empresas não estão participando desses editais por falta de pagamento”, revela o diretor. Júlio reforça que a ideia é ter o espaço reconstruído antes da retomadas das aulas da rede estadual – que segue sem data para ocorrer. “Se nos recuperarmos com iniciativa da comunidade escolar, o Estado pode utilizar o recurso (necessário para a recuperação) em outras demandas, como na saúde, por exemplo”, comenta.

A redação do Ibiá entrou em contato com a assessoria de imprensa da Secretaria da Educação do Estado, porém até o fechamento desta edição não obteve retorno sobre a possível liberação de verba para a escola. A 2ª CRE também foi contatada, porém não se obteve retorno também.

Através de solicitação do deputado estadual Issur Koch, a Comissão de Educação da Assembleia Legislativa ouviu nessa terça-feira, 7, o diretor Hoerlle, que solicitou apoio para reconstrução. A Comissão de Educação ficou responsável por contatar a Secretaria de Educação para endossar o pedido da escola a fim de agilizar a reconstrução.

Comunidade mobilizada
No sábado, dia 4, voluntários ajudaram a iniciar a limpeza da área atingida pelo fogo. De acordo com o diretor da Escola Estadual de Ensino Médio São José do Maratá, Júlio Ricardo Hoerlle, a comunidade está se mobilizando em prol do educandário.
“Até as crianças queriam ir (ajudar), mas a gente acabou restringindo”, conta o educador. Inclusive, para evitar aglomerações e seguir os demais protocolos determinados por conta da pandemia do novo coronavírus, quando atingiu-se o número de 15 voluntários foi pedido que os demais que se ofereceram voltassem para casa.

Na madrugada em que ocorreu o sinistro, um temporal afetava a região. Um vizinho da escola. que lá também estudou, afirma que o fogo começou após um raio atingir a escola, causando a queda da energia elétrica.

O diretor da instituição de ensino revelou ao Jornal Ibiá naquele dia que imagens das câmeras de segurança mostram que quando o raio caiu na região, houve a queda de energia. “Quando retornou a energia deve ter dado o sinistro”, comentou.

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