Balanços estão em estado precário no parquinho localizado dentro da área da Estação da Cultura

Há meses sem manutenção, a pracinha está com aspecto de abandono

Com a temperatura agradável e um dia de sol, uma das melhores opções para o lazer da criançada são as brincadeiras ao ar livre, ainda mais agora, no período das férias escolares. Porém, para isso é preciso uma boa infra-estrutura e a pracinha da Estação da Cultura vem pecando neste quesito. São balanços estragados, gangorras sem pega-mão, e gira-gira arrancado do seu lugar, que preocupam os pais que levam seus filhos para aproveitar um pouco as brincadeiras mais saudáveis.

Com poucos brinquedos ainda funcionando, as crianças acabam tendo que se revezar nas atividades. Os três filhos de Ricardo Cheron e Carla Soares são exemplos disso. A família mora na localidade de Fortaleza, interior de Montenegro, mas conta que adora ir à Estação da Cultura para aproveitar o fim de tarde. “Gostamos de vir aqui, é bem tranquilo, sossegado, e temos a visão de onde eles [crianças] estão correndo”, conta a mãe.

Na gangorra não há onde se segurar, gerando risco para a brincadeira das crianças

Porém, nem tudo são flores, os dois relatam que perceberam a mudança ao longo do tempo para pior. “É bom para as crianças essa pracinha, mas tem vários brinquedos já quebrados, e eu acho que as crianças não iriam fazer isso. Não sei se vem gurizada de noite aí fazer festa, ou se é desgaste mesmo do tempo, mas ta bem ruim”, fala Ricardo.

Aproveitando também o fim de tarde na Estação, o casal Geovani e Simone Flores levaram a pequena Isabeli, de 6 anos para curtir o espaço. Frequentadores ativos do local, se lamentam pela diferença dos brinquedos. “Há dois anos atrás estava tudo inteiro, os brinquedos estavam todos bonitos, e agora a gente vê que eles estão todos detonados, estragados e velhos”, lamenta o pai.

Para ele, o parquinho é um ótimo local para a recreação e integração da filha com outras crianças. “Ela gosta bastante de vir aqui, e é bom porque aqui ela encontra outras crianças, pois a gente mora em apartamento e lá tem poucas crianças. Aqui ela se solta mais, tem até que estar olhando pra onde ela vai”, explica.

Segundo Simone, a situação é triste e espera que logo tudo melhore. “Nós ficamos até um pouco tristes pela situação, pois é um lugar onde não vai ter carro então a gente sabe que as crianças podem correr a vontade”.

A união entre os moradores no Bairro São Paulo é exemplo para a comunidade. Foto: Associação Comunitária do Bairro São Paulo

Prefeitura afirma que já foram providenciados novos brinquedos
De acordo com a secretária Municipal de Educação e Cultura, Rita Julia Carneiro Fleck, os novos brinquedos já estão viabilizados e deverão ser instalados em breve no local. “Tão logo saiu a ata de preços foram comprados novos  para substituir”, comenta.

Segundo ela, os brinquedos são muito utilizados pela população e estão expostos ao tempo, o que traz várias consequências. “Isso faz com que eles vão se estragando, necessitando de manutenção, que vão ocorrendo no processo. No entanto, são bens que precisam ser renovados de tempos em tempos, e é o que está ocorrendo agora”, completa a secretária.

Iniciativa a ser copiada
A responsabilidade pelos brinquedos das praças públicas é da Administração Municipal, mas isso não quer dizer que aqueles que usufruem não possam ajudar nas melhorias do local. No bairro São Paulo, a comunidade uniu forças e realizou uma ação de reparos nos brinquedos da Praça das Poesias.
Os moradores perceberam que algumas partes dos brinquedos necessitavam de um reforço, e voluntariamente, tomaram a atitude de fazer o reparo. A iniciativa é de quem cuida e zela pelo bem da comunidade, e é um exemplo a ser seguido.

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