moradores voltam para casa de bote, mas não deixam imóvel desprotegido

Abordagens. Identificação de moradores ajuda a evitar a ação de oportunistas

A situação de enchentes costuma preocupar as famílias em zona de alagamento. Antes de deixar as casas e ir para abrigos ou casa de parentes ou amigos, existe toda uma logística dentro de casa para impedir que a água destrua móveis e utensílios domésticos, muitas vezes que foram difíceis de adquirir e altamente perecíveis quando molhados, como sofás, geladeiras e roupeiros.
E é justamente essa preocupação com o patrimônio adquirido com suor que leva alguns moradores a não sairem de casa, mesmo que a residência esteja parcialmente submersa. O segurança Silvio Augustin, 50 anos, mora na Rua dos Ciprestes, e ajudou o sobrinho a retirar os móveis e animais domésticos da casa alagada, mas nem pensa em sair dela caso as águas avancem. “A gente fica em casa. Tem que cuidar pra não ser roubado, aqui tenho ovelha, galinha e os cães”, diz Augustin.
A Brigada Militar procura auxiliar a comunidade que atravessa situações como essa para que não coloquem a vida em risco. O comandante da primeira companhia Joelson Ferri aponta que o patrulhamento é intensificado. “Aumentamos a periodicidade de patrulha nessas áreas. Já fizemos diversas abordagens para garantir que somente os moradores transitem naquelas localidades”, afirma.
A Brigada Militar ainda auxilia a Guarda Municipal no isolamento de ruas alagadas para alertar aos motoristas sobre a impossibilidade de transitar naquelas zonas.

Serviço diferenciado para garantir maior segurança
Segundo o comandante regional, Tenente Coronel Marcus Vinícius Dutra, nas cidades onde há quartéis da Brigada Militar e que sofrem com enchentes há serviço diferenciado de segurança para atender a essas comunidades. “Partimos de um contexto de mobilização com a Defesa Civil. Isolamos os acessos a áreas alegadas e buscamos identificar quem transita nessas áreas porque tem retirada de objetos”, afirma o comandante.
Ainda de acordo com ele, embora haja o temor dos moradores de furto a residências, não existem ocorrências neste sentido, até porque as casas nunca são totalmente deixadas de lado pelos proprietários. “Eles costumam deixar alguém da família de guarda”, destaca o major Dutra. A BM ainda se coloca à disposição dos moradores que tenham as casas expostas, em caso de movimentos suspeitos. “Nos avisem, que conseguimos um bote para fazer essas averiguações”, afirma o capitão Ferri. A Brigada atende pelo telefone 190.

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