Thais Santos mostra os destaques do brechó

Nesse sábado, 6 de novembro, a Associação Cultural Beneficente (ACB) Floresta Montenegrina realiza o seu quarto brechó do ano; em mais uma etapa da campanha em prol da reforma da sede da entidade. A atividade ocorre na própria sede, no bairro Rui Barbosa, até as 16h; e também é complementada com uma exposição de pequenas empresárias do Coletivo Empreendedoras Negras de Montenegro.

“Nós fazemos o brechó aqui, em plena reforma, para que as pessoas possam ver o andamento das reformas. É quase uma prestação de contas”, explica Thais Santos, uma das membras do coletivo. O brechó contempla roupas infantis e adultas femininas e masculinas, calçados e bijuterias; tudo doado por lojistas e pessoas da comunidade em geral. “Já no nosso primeiro, nós fizemos um pedido para a sociedade que, graças a Deus, nos ajudou bastante. Eles abraçaram a causa porque conhecem a história do Floresta Montenegrina e nos ajudaram prontamente”.

Thais destaca que os preços estão bastante atrativos. Parte dos itens foram recebidos de estabelecimentos que, infelizmente, fecharam as portas durante a pandemia; e doaram para a entidade. Esses, estão com 50% de desconto. “Tem roupas que saem por dez reais e são roupas com etiqueta”, ressalta. “Já das roupas doadas, estamos com promoção de cinco peças por vinte reais.”

A presidente da entidade, Letícia Santos, lembra que a sociedade está no local, no Rui Barbosa, desde os anos 50; e que a sede original desabou há cerca de 25 anos. Foi toda uma campanha para a construção de uma nova, mas, mais de duas décadas depois, melhorias são necessárias. “A gente tem toda a parte externa que precisa de reboco, os banheiros não tinham sido feitos, a cozinha estava precária”, relata.

Uma campanha em prol das melhorias chegou a ser lançada em 2019, mas veio a pandemia e as fontes de renda da entidade – oficinas culturais e realização de eventos, principalmente – terminaram. Nasceu o projeto dos brechós. “Nós achamos neles a possibilidade de abrir a sociedade com uma opção de custo mais acessível, também promovendo a reciclagem e o reuso. Tem dado muito certo”, destaca Letícia. Com o auxílio de repasse da Lei Aldir Blanc, doações e a arrecadação com as vendas, a entidade está concluindo os banheiros da sede, fez adequações referentes aos protocolos da pandemia e também as manutenções elétricas do prédio. A próxima etapa é a reforma da cozinha.

Incentivo às empreendedoras é destaque

Do coletivo, Solange Pereira faz turbantes para vender

Lançado oficialmente em setembro, o Coletivo Empreendedoras Negras de Montenegro, organizado pela Floresta, realiza uma feira no brechó. Parte das membras, de segmentos variados, como alimentação, artesanato e saúde, está expondo e comercializando seus produtos durante o sábado.

“Com o coletivo, nós temos esse objetivo de captar empreendedoras negras que têm pequenos negócios, que estão se estruturando; e temos projeto para auxiliá-las em termo de documentação, marketing e precificação”, explica Letícia. O grupo iniciou com 18 membras e, hoje, já tem 30. “Aqui, também estamos abrindo espaço para que elas exponham e sejam conhecidas”, completa a presidente.

É o caso da artesã Solange Pereira, que faz belos turbantes afro e tenta impulsionar sua vocação empreendedora junto ao coletivo. “Eu sempre gostei, sempre usei os turbantes. Então, resolvi fazer”, conta. A sede da Floresta Montenegrina, onde ocorrem as atividades, fica na rua Flores da Cunha, 291. Interessados em fazer parte do coletivo podem procurar as organizadoras nas redes sociais, em @empreendedorasnegras.monte.

VEJA COMO FOI A MANHÃ POR LÁ:

 

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