Em meio a seca e pandemia, o 'colono' não receberá R$ 600,00. Foto: Site CompreRural/ Divulgação/ Internet

A Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag) lançou nota externando sua indignação com a exclusão dos agricultores familiares do auxílio emergencial de R$ 600,00. O presidente Jair Bolsonaro assinou na quinta-feira, dia 14, a extensão para novas categorias profissionais, mas vetou o benefício ao setor primário mais humilde, como pescadores profissionais e artesanais, aquicultores, silvicultores, técnicos agrícolas, além de caminhoneiros e outras categorias de trabalhadores autônomos.

A sanção foi publicada na madrugada desta sexta-feira, dia 15, no Diário Oficial da União (DOU), assinada ainda pelos ministros da Economia, Paulo Guedes, da Cidadania, Onyx Lorenzoni, e da Mulher, Damares Alves. A entidade de classe gaúcha assinala que, no momento, reconhece que “a única voz que se levanta em Brasília em defesa da agricultura e pecuária familiar é da Ministra Tereza Cristina”, e sua equipe do Ministério da Agricultura. Todavia, estariam lutando sozinhos.

Trabalho quase braçal produz 70% dos alimentos dos brasileiros. Foto: Divulgação Fetag

A Federação revela ainda que vêm enfrentando muitos ‘não’ em inúmeros pedidos feitos para amenizar o sofrimento dos agricultores.Entre suas reivindicações, cita o pedido ao Ministério da Cidadania por um “Bolsa Estiagem”, no valor de um salário-mínimo por três meses, para os agricultores atingidos pela falta de chuva e perda das produções no Rio Grande do Sul. “Fato prometido pelo Ministro, mas que até agora não cumpriu”, diz a nota assinada pela presidência da Fetag.

Se dizendo ‘indignada’, encerra declarando que agricultura familiar não está sendo considerada como uma categoria que necessita de ajuda neste momento difícil. Todavia, é responsáveis pela produção de cerca de 70% dos alimentos que chega à mesa dos brasileiros.

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