O modelo de Distanciamento Controlado completou nesta sexta-feira, 16, a 50ª rodada. Mais uma vez, coloca todo o Estado em bandeira preta, a pior das classificações no que tange ao avanço da pandemia, apesar da melhoria em alguns indicadores. Não há outra cor de bandeira porque, já no fim de fevereiro, foi acionada a chamada “salvaguarda estadual” do modelo, o que leva à aplicação automática da bandeira mais grave a todas as regiões quando a capacidade hospitalar está muito próxima do limite. No cálculo para essa semana, o Estado estava com 333 leitos de UTI livres e 2.096 pacientes ativos com Covid-19 internados, um índice de 0,16 que ainda está abaixo da régua da salvaguarda. É melhor do que na semana passada, quando esse índice era de 0,06.

Segundo a secretária da Saúde, Arita Bergmann, o cenário ainda é de risco altíssimo. “Se cada um não fizer a sua parte, o Estado ser cuidadoso ao liberar as atividades, os municípios serem rigorosos na fiscalização e os estabelecimentos e as próprias pessoas respeitarem os protocolos da sua cidade, além dos protocolos obrigatórios, como uso de máscara, evitar aglomeração e fazer a higienização constante, mais tempo ficaremos sob as restrições de distanciamento”, apontou Arita. Apesar da bandeira preta, segue valendo a cogestão de responsabilidade, que permite que municípios autorizem flexibilizações para o funcionamento das atividades econômicas. Segue as mesmas regras da semana passada.

Relembre:

– Supermercados, farmácias e demais serviços essenciais: Todos os dias: pode
receber clientes presencialmente sem restrições de horário, mas com distanciamento;
– Comércio não essencial: Todos os dias, das 5h às 20h, pode receber clientes
presencialmente, desde que com restrições de distanciamento. Das 20h às 5h, somente
delivery;
– Restaurantes, lanchonetes, bar, sorveteria e afins: Somente para refeições, com
lotação de 25% e espaço de dois metros entre as mesas, com máximo de cinco por
mesa. Proibido happy hour. De segunda a sexta-feira: das 5h às 22h, pode receber
clientes presencialmente, com restrições. O ingresso no estabelecimento pode ser feito
até as 22h e a saída deve ser feita até as 23h. Das 22h às 5h, somente delivery. Já
aos sábados, domingos e feriados, das 5h às 15h, pode receber clientes presencialmente,
com restrições. O ingresso no estabelecimento pode ser feito até as 15h e a saída
deve ser feita até as 16h. Das 15h às 20h, o atendimento pode ser feito por delivery
e pegue e leve. Das 20h às 5h, somente delivery. Permanece proibida a realização de
música ao vivo e a vedação de som mecânico, sendo também obrigatória a colocação
de lixeira nas saídas dos banheiros;
– Academias e serviços religiosos: Todos os dias: das 5h às 22h, pode receber frequentadores, com restrições de distanciamento. Das 22h às 5h, deverá permanecer
fechado, sem atendimento presencial;
– Demais serviços em geral com atividade permitida: Todos os dias: das 5h às
20h, presencial restrito. Das 20h às 5h, sem atendimento presencial;
– Feira livre de comércio não essencial: autorizado o comércio de produtos não essenciais, como artesanato, em feiras livres com distanciamento de três metros entre barracas, rígido controle de acesso e de fluxo de acesso às bancas;
– Serviços de educação física (academias, piscinas etc., inclusive em clubes e condomínios): Fica permitido o uso exclusivo para atividade individual, para manutenção da saúde. Limite máximo de uma pessoa para 16m² de área. Obrigatoriedade de cartaz com número máximo de pessoas. Grupos de no máximo duas pessoas para cada profissional habilitado.Vedado compartilhamento de equipamentos simultaneamente (somente após higienização);
– Transporte fretado, metropolitano executivo/seletivo, intermunicipal e interestadual: Lotação máxima de 75% assentos, com obrigatoriedade do uso contínuo e
correto de máscara e da ventilação (janelas e/ou alçapão abertos);
– Transporte coletivo municipal ou metropolitano comum: Lotação máxima
de 60% da capacidade do veículo, com obrigatoriedade do uso contínuo e correto
de máscara e da ventilação (janelas e/ou alçapão abertos).

Ritmo de queda nas internações perde velocidade
A nível estadual, nesta 50ª rodada, houve nova redução nos números de pacientes confirmados com Covid-19 em leitos clínicos (-11%) e em UTI (-10%), comparativamente à semana anterior. O número de registros de óbito também reduziu, caindo 14% no período.

No entanto, o Boletim de Hospitalizações RS, atualizado diariamente pelo Comitê de Dados, nesta sexta-feira (16/4), mostra que há uma desaceleração na queda de internações no Estado em leitos clínicos. A variação de pacientes confirmados com Covid na semana retrasada foi de -21,4%, na semana anterior de -,18,3% e, nesta semana, de -10,8%. Enquanto no dia 5 de fevereiro havia 1.329 pacientes suspeitos ou confirmados com Covid-19 em leitos clínicos, nesta sexta (16/4), são 3.106 internados, ou seja, 2,3 vezes a mais que no início do ciclo.

Ainda conforme o Comitê, o total de pacientes confirmados e suspeitos em UTI chegou ao pico de internados no dia 21 (2.771), mantendo-se com relativa estabilidade até o dia 27 de março, quando iniciou-se um processo de redução. Nesta sexta (16), a taxa de ocupação de leitos UTI em geral estava em 88,5%, sendo 2.168 pacientes confirmados ou suspeitos para Covid-19 e 824 pacientes não Covid.

Somando o total de pacientes confirmados e suspeitos em leitos clínicos e UTI, o RS ainda está com quase duas vezes mais internados do que nos picos anteriores. “Nos últimos dias, houve desaceleração do ritmo de queda no número de internados em leitos clínicos. Mantém-se alerta, pois qualquer reversão do processo de queda passará antes por uma desaceleração, e, dada a continuidade da alta pressão sobre o sistema hospitalar, ainda não há espaço para nova elevação a partir do patamar atual”, aponta balanço do Comitê de Dados.

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