Representantes do Distrito e o secretário municipal de Indústria e Comércio também estiveram presentes. FOTO: SDECT/DIVULGAÇÃO

Projeto apresentado nesta semana fomenta a instalação de diferentes empresas do segmento químico em Montenegro

Desde 2017, se debate a ideia de implantação de um Polo Químico no Distrito Industrial de Montenegro. A iniciativa partiu do Sindicato das Indústrias Químicas no Estado do Rio Grande do Sul (Sindiquim-RS), que objetiva a concentração de empresas de segmentos como o de tintas, cosméticos, inseticidas e adesivos em um mesmo lugar. Com parceria da Prefeitura Municipal, o presidente do Sindiquim, Newton Battastini, e o prefeito, Carlos Eduardo Müller (Kadu), estiveram na secretaria estadual do Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia (SDECT) apresentando o projeto. O Distrito Industrial é gerido pelo governo estadual.

A Prefeitura já encomendou um estudo para verificar as condições do impacto ambiental sobre cada lote a ser utilizado para o Polo. Quatro empresas do setor já sinalizaram interesse em se instalar no local. Na reunião com o estado, Kadu frisou que o empreendimento não trará desenvolvimento apenas para Montenegro, mas para todo o entorno do Distrito, com Triunfo e Nova Santa Rita. “Utilizando a vocação de cada uma dessas cidades e unindo forças da região como um todo, teremos um potencial de desenvolvimento muito grande. Vamos agregar mão de obra, desenvolvimento e, por consequência, riqueza. Todos vão ganhar com isso”, colocou o prefeito.

Para o presidente da Sindiquim-RS, o Polo Químico vai centralizar as empresas químicas e, com isso, favorecer ações que facilitem o cuidado ambiental, colocando as companhias em um local adequado e preparado para a sua atuação. O Distrito Industrial de Montenegro possui área total de 700 hectares com infraestrutura completa, incluindo saneamento, iluminação, vias pavimentadas e sistema de comunicação por fibra ótica, além de possuir licença ambiental. Battastini defendeu a ideia para empresários no ano passado, durante o 2º Fórum Nacional pela Competitividade da Indústria Química.

Finalizando a reunião desta semana, a titular da SDECT, Susana Kakuta, solicitou um estudo com todas as potencialidades e a infraestrutura da região para acelerar um modelo de Polo a ser implantado. O documento deve ser apresentado na próxima reunião do grupo, ainda sem data definida, quando serão discutidas as novas etapas do projeto. “A partir de um estudo macro de viabilidade, podemos elaborar uma linguagem comum entre estado e município, no sentido de conceder os melhores incentivos às empresas interessadas em fazer parte deste projeto”, avaliou.

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