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Maioria dos postos repassou nesta segunda, na bomba, o reajuste do último sábado

No último sábado, 16, o governo estadual colocou em vigor os novos preços para o cálculo do ICMS da gasolina. Cobrado pelo regime de Substituição Tributária, o valor do tributo é calculado sobre um preço presumido, que aumentou de R$ 4,2742 para R$ 4,3491. Já esperando pagar mais imposto a partir da medida, a maioria dos postos abriu nesta segunda-feira, 18, com o produto mais caro.

Se o preço praticado desde o início do ano vinha dando uma aliviada nos bolsos dos motoristas – a gasolina chegou aos R$ 4,16 em janeiro – a semana iniciou com a média praticada de R$ 4,35 para a comum e R$ 4,47 para a aditivada em Montenegro. Dos onze postos levantados pela reportagem, apenas um disse que não havia repassado o ajuste do ICMS. Muitos admitiram que até esperam mais aumentos por aí.

Tudo isso porque, além do ICMS – o governo diz que obtém o preço presumido através de pesquisa de mercado -, a Petrobrás segue com sua política quase diária de reajuste de preços que, desde o início de março, parece só subir. Acompanhando o mercado internacional, a 7ª alta da gasolina nas refinarias ocorre nesta terça-feira, 19. O valor do litro, lá, deve sair por R$ 1,8326. Aí é ir somando. Até as bombas, ainda além do ICMS, entra no preço o PIS, COFINS, Cide e as margens de lucro de distribuidoras e revendedoras.

Já esteve pior – em novembro do ano passado, a gasolina chegou aos R$ 5,00 no Município -, mas os frequentes aumentos vêm trazendo preocupação. Em nota, o Sindicato Intermunicipal do Comércio Varejista de Combustíveis e Lubrificantes no Estado do Rio Grande do Sul (Sulpetro) lamentou os constantes reajustes, frisando que os postos são muito prejudicados pela atual sistemática. “(Eles) Acabam tendo perdas nas vendas e quedas nas extremamente apertadas margens de lucro”, colocou a entidade. Cada posto é “livre” para repassar (ou não) os reajustes ao consumidor.

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